Curitiba - Com o objetivo de desenvolver competências, conhecimento e aprendizado, as empresas têm investido nos seus empregados através do coaching. A palavra coach, que veio do meio esportivo, designa o técnico do time, aquele que incentiva o atleta a ser vitorioso e fornece as ferramentas necessárias para que tenha um bom desempenho. O coach ensina seu coachee (profissional ou atleta que está sendo por ele assessorado) a vencer.
Geralmente as empresas contratam o trabalho de coaching para os funcionários que vão mudar de área e precisam desenvolver novas competências comportamentais. Este trabalho, normalmente, é mais procurado para empregados que vão assumir cargos como supervisão, chefia, coordenação e gerência. A coach executiva, Lucia Helena Dermengi, disse que entre as competências desenvolvidas está a liderança.
Segundo ela, há alguns anos as empresas usavam o recurso da demissão ao invés de treinar o profissional. ''Hoje, as empresas estão muito mais enxutas e perder um talento é muito complicado. Por isso, preferem optar pela ação preventiva do coaching'', disse. Lucia lembrou que este trabalho desenvolve ainda o auto conhecimento e também pode indicar que o profissional participe de eventos, palestras e até de cursos mais pontuais.
Segundo ela, o coaching utiliza ferramentas como avaliações realizadas na própria empresa. Para desenvolver uma competência são necessárias de 16 a 20 sessões realizadas a cada semana ou 15 dias. Lucia disse que, em Curitiba, o custo é de R$ 150 a R$ 400 por hora.
A coach Cristina Bresser explica que este trabalho é muito direcionado para líderes que precisam desenvolver competências de liderança e inteligência emocional. ''Toda competência pode ser desenvolvida. Você é capaz de desenvolver qualquer tipo de habilidade se tiver necessidade dela'', disse. Uma das competências bastante requisitadas, segundo ela, é a pessoa trabalhar melhor com a equipe e crescer junto com o grupo.
Cristina lembrou que, para o profissional fazer um trabalho de excelência precisa ter boa formação técnica e ''verdadeira paixão pelo que faz''. Segundo ela, a pessoa que está insatisfeita com o trabalho pode chegar a conclusão que está na área errada após fazer o coaching, através de um processo de auto conhecimento. Mas, esclarece que o coaching não é terapia. Trabalha competências no presente visando as metas futuras do profissional.
A gerente de planejamento estratégico de uma empresa de mídia digital na área de publicidade on-line, Tania Gomes, 33 anos, procurou o trabalho de coaching porque tinha um cargo de analista de inteligência competitiva e passou para uma gerência. Ela iniciou o coaching há dois meses para desenvolver a competência de delegação de projetos e tarefas. ''Já tive resultados no meu trabalho. Aprendi a lidar de modo diferente com as mesmas situações'', contou. Ela disse que procurou o coaching para poder melhorar o perfil profissional.

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