Empresas apostam na retomada da economia
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sábado, 13 de setembro de 2003
Marcelo Rehder<br>Agência Estado 
São Paulo- As empresas voltam a investir no aumento da produção, preparando-se para a retomada da economia que, acreditam, ocorrerá a partir dos próximos três meses. É o caso da Philips, que decidiu investir US$ 2,2 milhões para produzir televisores com tela de cristal líquido na sua fábrica em Manaus, com início previsto para o segundo trimestre de 2004.
O exemplo da Philips não é único. A consultoria Deloitte Touche Tohmatsu identificou 80 projetos de investimentos no País anunciados em agosto, que correspondem a cerca de US$ 2,7 bilhões. Desse total, 54% destinam-se à ampliação de capacidade produtiva - sinal de que as companhias acreditam na expansão do mercado interno, depois de chegarem ao fundo do poço em junho e julho.
''É uma aposta clara na retomada da economia, já que ninguém investe para aumentar a ociosidade'', diz o sócio-diretor da Deloitte para a área de Finanças Corporativas, Ricardo de Carvalho.
A Philips vai produzir aqui TVs com tela de cristal líquido de 14, 17 e 30 polegadas. Desde o mês passado, a empresa começou a montar em Manaus televisores com tela de plasma de 42 polegadas. Segundo o vice-presidente de Operações Industriais da Philips, Djalma Alves da Silva, as novas linhas de produção vão abrir 50 postos de trabalho. Hoje, a fábrica de Manaus emprega cerca de 1,5 mil pessoas, incluindo pessoal terceirizado.
''Nossa expectativa é de que a produção local provoque uma redução nos preços, com a redução de custos e o consequente aumento de participação desse tipo de aparelho no mercado'', diz Silva. Atualmente, um TV importado com tela de plasma é vendida por cerca de R$ 20 mil.
A Teksid, empresa de fundição de ferro do Grupo Fiat, a segunda maior do setor no País, anunciou investimentos de R$ 70 milhões até o fim de 2004, para aumento de 40% em sua capacidade de produção na fábrica de Betim (MG). A capacidade instalada passará de 175 mil toneladas de peças por ano para 250 mil toneladas. Desde o ano passado, a empresa vem operando com 85% de sua capacidade, nível considerado muito próximo do limite técnico.
Segundo o seu presidente, Giacomo Regaldo, a Teksid fechou um acordo para assumir a produção anual de 50 mil toneladas de peças em ferro da General Motors. Além disso, trabalha com boas perspectivas no mercado de exportação, que já responde por 40% de sua produção atual. A empresa fatura aproximadamente R$ 320 milhões por ano (dos quais apenas 25% são de negócios com a Fiat) e emprega 2,4 mil pessoas. Os novos investimentos e contratos deverão repercutir na contratação de 600 empregados até o fim de 2004.


