Empresas ameaçam aumentar preço
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terça-feira, 16 de setembro de 1997
Agência Folha Brasília 
Ed Ferreira/AE
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Em negociaçãoO presidente da Câmara, Michel Temer (ao fundo), em reunião de líderes no Congresso para discutir nova leiAs empresas de planos de saúde ameaçam aumentar seus preços se o projeto do governo que regulamenta o setor for aprovado. Reunidos ontem em Brasília, representantes das companhias apontaram o que consideram as piores falhas do texto.
A Abramge (Associação Brasileira de Medicina de Grupo) anunciou que a limitação dos aumentos de mensalidades de idosos vai necessariamente implicar a penalização grave das faixas etárias mais baixas. A associação também reclamou das reservas técnicas exigidas para o funcionamento dos planos e reivindicou o assento de representantes das empresas no CNSP (Conselho Nacional de Seguros Privados).
As empresas de autogestão - que oferecem atendimento exclusivo aos funcionários de suas empresas - consideram que não deveriam ser submetidas às mesmas regras dos planos de saúde. Elas alegam que oferecem serviços com base em um acordo feito entre empresa e usuário.
Para o representante da associação paulista dessas entidades, Joilson Ferreira, o excesso de regras vai desestimular as empresas a oferecer esse tipo de benefício aos seus empregados. A Federação Brasileira de Hospitais se mostrou insatisfeita com o sistema de ressarcimento ao SUS (Sistema Único de Saúde) dos gastos envolvidos no atendimento de pacientes segurados.
O projeto propõe que o pagamento seja feito pelo valor da tabela dos planos, que é inferior aos preços do próprio SUS. O SUS vai estar ganhando dinheiro às nossas custas, afirmou o representante da federação, Olímpio Távora.


