Empresas aéreas cortam
as comissões de agentes


AMON COHEN
do Financial Times
Algumas empresas aéreas descobriram que poderão economizar se reduzirem a comissão paga às agências de viagem que reservam vôos empresariais. Na prática, isso significa que a empresa aérea paga uma comissão menor aos agentes. Com a má remuneração, os agentes não têm condição de sustentar seu negócio e de obter melhores tarifas para seus executivos. O resultado pode ser o encarecimento da passagem para o consumidor final.
A United Airlines reduziu a comissão que paga às agências de viagens nos Estados Unidos, exemplo que foi seguido rapidamente pela maioria das outras companhias aéreas norte-americanas, além de várias concorrentes de outros países. A taxa de praxe até então era de 8% do preço da passagem, com um teto de US$ 50 por passagem doméstica, ida e volta, e US$ 100 por passagem internacional, ida e volta. Agora a taxa caiu para 5%.
A Scandinavian Airlines System (SAS) paga a menor comissão do mundo em seu mercado doméstico – cerca de 2,8%. Mas, respondendo à movimentação do mercado, a partir de 1º de janeiro, a taxa para os vôos para fora da Escandinávia vai subir para 7% e não haverá teto fixo.
As empresas precisam compreender as razões desse comportamento aparentemente contraditório, já que ele afeta seus orçamentos para viagens.
Um número crescente de empresas remunera suas agências de viagens com base em honorários, que cobrem os custos do agente, um pequeno adicional de lucro e um incentivo que é baseado nas economias proporcionadas.
Em troca, a agência repassa todas as comissões pagas pelos fornecedores, de modo que uma redução nas comissões resulta, na prática, em aumento nos preços das passagens. As companhias aéreas americanas, juntas, vão economizar US$ 700 milhões brutos.

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