A pesquisa da Andersen revela claramente que as empresas tendem a valorizar o funcionário pelo conhecimento que ele adquire, dentro e fora da empresa. Segundo Picarelli, as pessoas que querem disputar um bom espaço no mercado de trabalho devem adquirir pré-requisitos básicos como uma boa formação escolar, capacidade de se relacionar, boa verbalização e conhecimentos de não mais uma língua, mas duas línguas (inglês e espanhol).
Além da valorização do conhecimento, as empresas estão adotando a implantação de programas de participação nos lucros e resultados como estratégia para envolver os funcionários nas metas das organizações. Das 160 organizações ouvidas pela Andersen, 28% poderão aprimorar ou implantar programas de participação nos lucros ou resultados para cargos de executivos, enquanto 20% estudam adotar a remuneração variável (comissões e prêmios). A remuneração funcional – mais habilidades e competências – está sendo avaliada por 26% das empresas pesquisadas, a remuneração por habilidades e/ou competências de forma pura por 26% e a remuneração funcional tradicional - fixa por cargo - por 16%.
O relatório Tendências em Recursos Humanos constatou que 65% das empresas já possuem programa de participação nos lucros e resultados definido e implantado. Desse percentual, 79% já estão com o programa ajustado à Lei de Participação nos Lucros e Resultados.
No item que trata das tendências de reajustes salariais na próxima data-base, a pesquisa observa que 58% das empresas pretendem conceder a reposição integral da inflação. Na sequência, 6% darão reajuste parcial da inflação, 2% não têm intenção de conceder nenhum reajuste no salário fixo, 17% usarão como base para o reajuste os indicadores setoriais e 17% adotarão outros critérios. (V.C.)

mockup