A preferência nacional em quase sua totalidade (99%) é pelo consumo de cerveja clara. Mas aos poucos a produção das cervejas escuras tem ganhado mercado a tal ponto de o consumidor encontrar nas prateleiras de supermercado ou em bares e restaurantes cerveja preta em lata. A novidade foi lançada neste mês pela Skol, que colocou a cerveja Caracu dentro da latinha para ver se conquista um novo nicho de mercado. A empresa aposta que o maior consumo vai ser nos três Estados da Região Sul, principalmente no Paraná.
O Paraná é um forte mercado das cervejas escuras, sendo considerado o melhor Estado do País na venda da cerveja Caracu, com 20% a mais das vendas em relação à média nacional. Uma das razões pode estar no fato de haver fábrica da Brahma em Curitiba, o que facilita a conquista de mercado. A Caracu é fabricada nas fábricas de Curitiba, Guarulhos (SP) e Juatuba (MG).
Outra razão é o clima frio. ‘‘Quando a temperatura está mais baixa há um estímulo do consumidor em beber a cerveja mais escura’’, afirma o gerente de Marketing da Skol, Marcelo Toledo. O mercado nacional da Caracu cresceu 30% entre 1996 e o ano passado. A expectativa é crescer mais 30% neste ano.
Hoje, o mercado das cervejas escuras é dividido entre as ‘‘bock’’, Malzebier e Caracu. Cada uma com um estilo e sabor diferente. O público consumidor das escuras é diversificado, abrangendo desde a classe A e B até C e D.

César AugustoLoja de tecidos, do grupo Vicunha, era a única no ParanáTecil vai fechar

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