Empresas & Negócios
O trabalho e a Copa
ILUSTRAÇÃO
As empresas brasileiras já estão organizando seus esquemas de trabalho para os dias dos jogos do Brasil, que estréia na Copa da França em menos de três semanas. Não existe um procedimento uniforme, mas a experiência dos campeonatos anteriores revela que, no caso do comércio, a maioria das lojas fecha durante o horário do jogo e depois reabre. Algumas lojas optam por deixar televisores ligados durante o expediente.
Algumas indústrias podem até fechar. No caso da Fiat, os funcionários sairão antes ou entrarão depois dos jogos do Brasil e compensarão as horas não trabalhadas aos sábados, como num banco de horas.
O Banco do Nordeste fará o que tradicionalmente foi feito em outras Copas: liberará os funcionários na hora do jogo, tendo o cuidado de manter um plantão em setores estratégicos e de atendimento ao público. Normalmente, as agências do banco mantêm televisores ligados durante as partidas. As horas perdidas não serão compensadas.
Algumas recomendações podem facilitar a vida dos funcionários das empresas nos dias dos jogos, como evitar agendar compromissos em horários próximos aos das partidas e incentivar as caronas, como forma de reduzir o número de veículos nas ruas. Para os motoristas é preciso tomar alguns cuidados, principalmente nas comemorações, ocasiões em que a alta velocidade e o excesso de bebida podem provocar muitos acidentes. CURTAS
Toyota e Honda no azul Bom desempenho das vendas fora do Japão e a queda do iene ajudaram duas grandes montadoras japonesas, Toyota Mortos Corp. e Honda Motor Co, a registrar lucro líquido recorde no ano fiscal encerrado em 31 de março. Analistas do setor afirmam que as duas estão em posição claramente melhor de que concorrentes diretas como Hissan, que estimou hoje um grande prejuízo para o ano fiscal, e Mitsubishi Motors. A Toyota registrou aumento de 17,7% no lucro líquido do grupo para 454,35 bilhões de ienes (US$ 3,4 bilhões) no ano fiscal. O lucro pré-impostos cresceu 17%, para 828,79 bilhões de ienes (US$ 6,28 bilhões), sobre vendas de 11,678 trilhões de ienes (queda de 4,6%). A Honda anunciou lucro líquido de 260,63 bilhões de ienes (US$ 1,97 bilhão) no ano fiscal, um aumento de 17,8% sobre o ano anterior. As vendas do grupo cresceram 13,3%, para 5,999 trilhões de ienes.
Transbrasil no vermelho A Transbrasil encerrou o primeiro trimestre de 1998 com prejuízo de R$ 51,055 milhões, 50,29% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. A receita líquida cresceu 1,63%, para R$ 203,573 milhões. O custo de bens e serviços cresceu 4,84%, para R$ 169,436 milhões e o resultado bruto fechou em R$ 34,137 milhões, 11,80% inferior ao resultado bruto do ano passado. As despesas operacionais cresceram 17,30%, para R$ 85,178 milhões, sendo apenas a parte financeira responsável por R$ 33,505 milhões deste total, um prejuízo financeiro 117,49% superior ao de 97. O prejuízo operacional foi 50,51% maior que o registrado no mesmo período de 97 e fechou em R$ 51,041 milhões. O prejuízo por ação ficou em R$ 16,75583.

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