Empresas & Negócios
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Caça aos talentos
Uma grande caça aos talentos na área de executivos e técnicos está sendo desfechada no País por especialistas em contratações, os chamados head hunters. Além disso, o mercado brasileiro está despertando interesse muito grande de executivos júnior dos Estados Unidos e outros países, que sonham em vir trabalhar aqui, para enriquecer seus currúculos.
Consultorias internacionais especializadas explicam o fenômeno: os investimentos industriais e da área de serviços em andamento no País criam a necessidade de executivos e técnicos, e é preciso buscá-los no mercado, ou até formá-los em cima da hora. Há uma evidente falta de mão de obra especializada no País. O que se sente é que os investimentos devem começar a gerar novos empregos no segundo semestre e ínicio do próximo ano, com novas fábricas e companhias de serviços atuando no País, afirmou Castellini, daconsultoria internacional Bain & Company.
As áreas de telecomunicações e de energia, com as privatizações, devem ser as que terão maior aumento na contratação de executivos. Os consultores consideram que funcionários de estatais são bons, mas falta traquejo em relação a competitividade do mercado, já que nunca tiveram que se preocupar com redução de custos e produtividade. Agora, com empresas privatizadas, a coisa se altera por completo.
O executivo da Bain no País entende que o quadro brasileiro hoje em relação à mão de obra é de uma verdadeira caça aos talentos. O mercado terá que ser mais ágil para oferecer mão de obra adequada para as companhias. Há necessidade de mão de obra. Muitos americanos nunca imaginaram que acabariam sonhando em trabalhar no País. Mas isso, está ocorrendo hoje. O Financial Times mostrou que os salários de executivos no Brasil são dos melhores do mundo. Isso é verdade hoje, concluiu Castellini.
TVs de cachorro em crise
Um negócio que movimenta cerca de R$ 223 milhões por ano dá sinais de arrefecimento. Antes, mais de 50 milhões de frangos assados eram vendidos anualmente no País só nos fins de semana; agora eles estão sendo cada vez menos procurados e a redução de vendas já coloca em risco outro setor outrora próspero da economia: o das metalúrgicas especializadas na fabricação de máquinas de assar frango, as populares televisões de cachorro.
Para se ter uma idéia do dinheiro que esse negócio já movimentou, é bom lembrar que as principais fabricantes vendiam, no ano passado, juntas, uma média de 430 máquinas por mês. Como, pelos cálculos dos fabricantes, cada uma tem a capacidade média de assar 200 frangos por fim de semana, chega-se, numa conta rápida, à fantástica produção de 4.953.600 frangos assados em um ano, apenas nos fins de semana e não se levando em conta a produção de fornos já existentes.
Agora, a onda virou. A Imekui, líder no mercado de fornos e máquinas de assar frangos, há 20 anos atuando no setor, registra, pela primeira vez na sua trajetória, queda nas vendas. A média mensal comercializada, que era de 350 unidades, caiu para menos de 300 e a tendência continua de queda, se queixa Rodrigo Garcia, dono da Imekui. Garcia tem do que se queixar: cada máquina custa cerca de R$ 700,00 e a redução causou um razoável corte em seu faturamento - que até o final de 97 ficava acima de R$ 125; hoje não chega a R$ 110 mil.





