O consumo de massas no Brasil se sofisticou após o Plano Real. A demanda pelos produtos mais elaborados esteve sempre em um patamar bem superior, em comparação à procura pelos básicos. Só em 98, as vendas de instantâneos aumentaram 25%, enquanto que o volume total de massas produzidas no País teve um acréscimo de 7%
Os dados são da Associação Brasileira das Indústria de Massas Alimentícias (Abima), que atribui o incremento dos negócios do ano passado ao mercado institucional - público e privado - e ao ‘‘boom’’ dos instantâneos.
No ano passado as indústrias nacionais produziram 920 mil toneladas de massas e faturaram R$ 1,574 bilhão. O consumo per capita cresceu 1,9% no mesmo período. As vendas no varejo tradicional aumentaram 1,8%, mas houve grande diferença de um segmento para outro. A demanda por pastas de grano duro, por exemplo, cresceu 61,7%.
A Abima explica que comercialização dos básicos não explodiu em função do chamado ‘‘efeito inelástico’’, ou seja, os negócios não subiram na mesma proporção da recuperação do poder aquisitivo do brasileiro porque a população de baixa renda já consumia naturalmente macarrão.Não engorda

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