Empresas & Negócios
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Opinião de peso
Com a experiência de quem foi testemunha do primeiro grande "crash" nas bolsas de valores,
em 1929, o grande economista norte-americano John Kenneth Galbraith, de 89 anos, fez uma
avaliação particular da crise dos últimos dias nos mercados financeiros de todo o mundo.
Galbraith avaliou a queda da semana passada como "em parte previsível" e só lamentou que
os mercados estejam desligados da realidade econômica. "O que oorreu é inerente à natureza
dos mercados e em particular dos mercados financeiros: os preços sobem, as pessoas querem
uma oportunidade de enriquecer, acorrem aos mercados e isto provoca uma nova alta. Tudo
continua até a inevitável queda", declarou o economista, em entrevista à rádio BBC.
"Não tem muito que ver com a economia. A especulação na bolsa tem uma existência própria,
não presta apenas atenção ao estado da economia", acrescentou. Esta brecha entre o mercado e
a economia constitui "um dos grandes erros do sistema", opinou.
Gestão de risco
Sem um controle efetivo dos riscos, o potencial de perdas financeiras cresce significativamente nas empresas. Quem avisa é o sócio-diretor da Arthur Andersen, em Curitiba, José Écio Pereira da Costa Júnior, que esteve em Londrina na semana passada para o 1º Encontro Paranaense de Profissionais de Contabilidade.
Pereira apresentou pesquisa da Arthur Andersen e jornal The Economist com empresários das Américas, Europa e Ásia, onde mostra que é grande o despreparo na gestão dos riscos que surgem na economia globalizada. Segundo a pesquisa, apenas 18% das empresas têm condições de fornecer informações financeiras corretas e em tempo adequado para a tomada de decisões.
A pesquisa revela ainda que apenas 10% são capazes de detectar a tempo quando há um risco crítico de negócio; apenas 6% das empresas monitoram o nível de qualidade dos seus processos (por exemplo, na satisfação do cliente); 6% sentem que têm indicadores de desempenho de acordo com a meta estratégica da organização. Esses itens mostram que os riscos de negócios precisam ser melhor monitorados, avalia Pereira.
Sem esse monitoramento, há perdas de clientes, de mercado, de oportunidades de negócio, de imagem e erros na definição de estratégia. Pereira conta que as empresas melhor posicionadas caminham na seguinte direção: estão enfocadas nas necessidades dos clientes; estabelecem parcerias com clientes e fornecedores; adotam equipes de trabalho multifuncionais; utilizam avaliações de desempenho e recompensas na busca de excelência.





