Durante a elaboração do projeto, o governo do Estado buscou a participação de vários setores envolvidos para discutir as alterações no imposto. Um dos convidados, a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) encaminhou o anteprojeto com as propostas para ser analisado pelos 96 sindicatos patronais que compõem a entidade. A federação chegou à conclusão que é importante que o projeto de lei traga uma cláusula de salvaguarda que permita alterações no texto para o caso de impactos econômicos imprevistos.
A Associação Comercial do Paraná também recebeu com ressalvas a proposta do governo. A presidente da entidade, Avani Slomp Rodrigues, elogiou a iniciativa mas também pediu uma salvaguarda, que caso a arrecadação do Estado aumente, sejam reduzidas as alíquotas do ICMS que subiram devido ao projeto. Na escola de governo de ontem, o secretário Heron Arzua argumentou que não será possível atender ao pedido, pois caso a arrecadação volte a cair, o aumento do imposto só poderá ser realizado novamente através de uma lei.
Já o presidente dos Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis (Sindicombustíveis), Roberto Fregonesi, diz que a entidade não foi ouvida durante a elaboração da proposta. Segundo ele o setor será atingido em cheio pela medida e a expectativa é que o aumento para o consumidor final possa chegar até R$ 0,10 por litro da gasolina. Ele explica os postos que hoje pagam R$ 0,66 centavos de ICMS por litro passarão a pagar R$ 0,73 de imposto. ''Isso sem contar outros aumentos como energia elétrica e telefonia, que precisarão ser repassados'', diz. (A.A. e K.L.M.)

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