Empresários vão à Justiça contra greve no porto
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segunda-feira, 11 de agosto de 2003
Vânia Casado<br> Equipe da Folha 
Curitiba Os empresários paranaenses estão recorrendo à Justiça para que as operações de importação e exportação de produtos não sejam prejudicadas pela greve dos auditores fiscais, em protesto à reforma da Previdência. A paralisação nas exportações atingiu as cargas de madeira e carnes. O presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), José Carlos Gomes Carvalho, está esperando para hoje resposta a um pedido de liminar feito na quinta-feira da semana passada junto à Justiça Federal do Paraná, para que as cargas de congelados e de madeira, que estão aguardando para serem exportadas no Porto de Paranaguá, possam ser escoadas.
O presidente da Fiep vai entrar também com pedido de litisconsórcio na liminar já concedida à Federação das Indústrias de Santa Catarina, para que as empresas paranaenses que utilizam o Porto de Itajaí (SC) possam exportar como está ocorrendo com as empresas catarinenses. O movimento dos auditores da Receita Federal também atingiu o Porto de Itajaí, mas a Federação das Indústrias de Santa Catarina conseguiu liminar para não interromper as exportações.
De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria da Carne e Derivados (Sindicarnes), Péricles Salazar, a greve dos auditores fiscais se intensificou desde meados da semana passada e as indústrias de carnes suínas e bovinas estão sendo prejudicadas. Segundo ele, a Sudcoop, cooperativa que está exportando carne suína através do Porto de Itajaí, está arcando com os custos de manutenção da carga em armazéns frigorificados. A carne suína está sendo exportada para a Rússia.
O Sindicato da Indústria da Madeira também recorreu à liminar contra a greve dos fiscais do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para liberação das cargas de madeira. Sem a vistoria do Ibama, a Receita Federal não pode encaminhar a documentação para desembaraço das cargas. Os fiscais do Ibama retornaram ontem ao trabalho, mas permanecem em estado de greve.
No Ibama, a greve foi motivada pelo estabelecimento de um plano de carreiras. Na Receita Federal, a greve foi adotada em protesto contra a aprovação da reforma da Previdência, cuja condução não está agradando os servidores federais. Eles são contrários à criação de fundos complementares de aposentadoria, operados pela iniciativa privada.


