Empresários tentam negociar outras salvaguardas
O governo e empresários brasileiros também estão tentando negociar acordo de restrições voluntárias em outras áreas. Já foram apresentadas propostas para limitar as importações da China de escovas de cabelo, óculos de sol, armações de óculos com ou sem lentes e pedivelas (parte do pedal de bicicleta). Não havendo acordo, o Brasil pode abrir um processo de salvaguarda para impor cotas à entrada dos produtos no Brasil.
Governo e setor privado, no entanto, não escondem a preferência por um acordo bilateral por considerarem mais rápido que um processo de salvaguardas, que pode levar de seis a oito meses para ser concluído. Os chineses, entretanto, não mostram disposição de ceder. O Departamento de Defesa Comercial (Decom) do Ministério do Desenvolvimento recebeu mais de 30 pedidos de salvaguardas, mas apenas para estes setores já há embasamento técnico para a abertura do processo. O Ministério não divulga quais os setores que ainda não formalizaram seus pedidos.
Durante a viagem a Pequim, o governo brasileiro também fechou um acordo para harmonização das estatísticas, estabelecendo um prazo de 30 dias para que os dois países desenvolvam a metodologia de estudos e análise dos dados. O acordo é importante porque pode eliminar umas das maiores dificuldades nas negociações com os chineses, que é justamente confrontar os dados de importações dos dois lados. Os valores declarados pelos chineses não são iguais aos registrados nas estatísticas brasileiras. (AE)





