Empresários temem o aumento
Curitiba O possível aumento no gás natural foi recebido como uma bomba pelo setor industrial, que responde por cerca de 75% do consumo do Paraná. Um dos segmentos, diretamente afetados, seria o de fabricação de produtos cerâmicos. Seus representantes também encaminharam cartas de repúdio à ex-ministra das Minas e Energia e atual titular da Casa Civil, Dilma Roussef, e para a direção da Petrobras.
Para o presidente do Sindilouças Paraná, José Canisso, um reajuste dessa proporção no preço do gás inviabilizaria as indústrias do setor, que consomem, mensalmente, cerca de 6 milhões de metros cúbicos do combustível. ''Ficaremos em uma situação delicada, pois já sofremos, hoje, com a concorrência dos produtos chineses, que são produzidos com mão-de-obra barata e gás subsidiado'', destacou.
Segundo Canisso, uma das indústrias do pólo cerâmico do Paraná (Campo Largo, Região Metropolitana de Curitiba) fez investimentos e pretendia fabricar, em agosto, 1 milhão de peças. O receio do impacto inesperado no custo de produção fez o empresário baixar o volume para 200 mil peças.
O gás, lembrou Canisso, representa 35% dos custos da indústria cerâmica. Os cálculos não foram fechados, mas o aumento no combustível encareceria de 42% a 45%, pelo menos, um dos produtos do setor.
O Sindilouças também quer buscar o apoio do governador Roberto Requião (PMDB) na briga com Petrobras pelo não reajuste.(A.L.)





