Curitiba - A Pesquisa de Opinião do Empresário do Comércio da Federação do Comércio do Paraná (Fecomércio-PR) apontou que 67% dos entrevistados possuem expectativas favoráveis em relação ao crescimento das vendas para o 1º semestre de 2012 em comparação com mesmo período de 2011. No entanto, os dados destes seis primeiros meses demonstram uma queda das expectativas positivas quando comparados com as quatro últimas pesquisas.
No segundo semestre de 2011, 71% dos entrevistados tinham expectativas otimistas, no primeiro semestre do ano passado o percentual era de 79%. No segundo semestre de 2010, os otimistas eram 77% e no primeiro semestre deste mesmo ano, o percentual era de 83%.
Para o presidente da Fecomércio-PR, Darci Piana, a queda de otimismo está relacionada com a crise dos Estados Unidos e da Europa. Os dados da Fecomércio apontam para o fechamento de 2011 com um crescimento de 8,2% nas vendas do setor no Paraná. Já para 2012, a expectativa é de aumento de 6,5%.
Apesar de o ministro da Fazenda, Guido Mantega, prever crescimento de 4%, anunciar que haverá estímulo ao crédito, controlar a inflação e reduzir os juros, Piana não está tão confiante. ''Que bom se tudo isso fosse verdade'', disse. Para ele, o desempenho do Brasil também vai depender da reação da economia mundial. Mas, por outro lado, elogiou as medidas do governo para estimular o comércio, como a redução de impostos.
Outro ponto da pesquisa que chamou a atenção foi a preocupação dos empresários com a questão de mão de obra. Cerca de 46% dos entrevistados consideram que a falta de qualificação é um dos pontos fracos. O levantamento mostrou ainda que 13% dos empresários têm preocupações com segurança.
Entre as maiores dificuldades das empresas no atual contexto econômico, os empresários citaram carga tributária elevada (69%), encargos sociais elevados (62%), mão de obra qualificada (52%), competir com importados de menor preço (29%) e falta de incentivo governamental (25%).

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