Curitiba - Empresários de várias partes do País são vítimas de um golpe de cobrança indevida, aplicado em nome de associações da classe, provavelmente fantasmas. O golpe acontece em maior quantidade em cidades de São Paulo, mas também foram detectados casos em Goiás e Minas Gerais. A Associação Comercial do Paraná (ACP) recebeu cerca de 30 reclamações de associados, questionando boletos bancários recebidos.
No Paraná, as cobranças recebidas pelas empresas estão em nome de uma suposta ''Associação Comercial e Empresarial do Brasil'', mas de acordo com a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), há reclamações ainda com o nome de outras entidades como ''Associação Nacional da Indústria e Comércio''. Segundo a CACB, essas organizações não fazem parte do seu sistema de associações comerciais. As entidades cobram valores que oscilam entre R$ 80 a R$ 400. Os boletos são emitidos por vários bancos.
Em São Paulo, o escritório Azevedo Sette Advogados, que atende alguns empresários, detectou que o envio de boletos fraudulentos ocorre imediatamente depois que as empresas obtêm registro na Junta Comercial. ''Nesse momento, em geral o empresário está mais propenso a acreditar que o boleto de cobrança esteja ligado a possíveis despesas do recente processo de abertura ou alteração de contrato, e como os valores em geral são pequenos, em torno de R$ 100 ou R$ 200, ele acaba efetuando o pagamento'', alerta o advogado Ricardo Azevedo Sette, sócio-diretor do escritório.
Para Gustavo Canashiro, também advogado do escritório, essas entidades fantasmas devem pegar os dados sobre os registros no Diário Oficial publicado pela Junta paulista. Segundo o procurador regional da Junta Comercial do Paraná, Luiz Afonso Diz Cleto, esse risco não existe no Estado, uma vez que o Diário Oficial do Paraná divulga apenas o número dos protocolos dos registros, sem divulgar o nome das empresas.

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