Dois empresários do setor de combustíveis foram detidos ontem à tarde, em Rolândia (25 km a oeste de Londrina), por suspeita de adulterar diesel e vender o produto para diversas regiões do Estado. Um deles é proprietário de uma distribuidora na cidade e o outro é o responsável pela venda do produto, conforme informou Francisco Caricati, delegado do Núcleo de Repressão do Crime Econômico, da Polícia Civil, que investiga o caso há 60 dias.
Segundo ele, mais de 15 mil litros de diesel encontrados ontem na distribuidora podem estar adulterados. A operação do Núcleo, em conjunto com a Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF), tem ligação com a megaoperação da Promotoria de Investigações Criminais (PIC) e Receita Estadual, que culminou na prisão de 12 pessoas do segmento de combustíveis, há 15 dias, em Londrina. ''Esse é mais um nicho do problema do setor que acabamos de identificar'', reforçou Caricati.
Durante a operação foram recolhidos materiais para análise, documentos e notas fiscais possivelmente falsas, de acordo com o delegado. Os empresários prestaram depoimento na 10 Subdivisão Policial, em Londrina, e em seguida foram encaminhados para a delegacia de Rolândia, onde ficariam detidos para averiguação. Aparentemente, como adiantou Caricati, os empresários usaram grande quantidade de álcool e solvente para alterar a composição do diesel.
Cariacati contou que se o laudo da análise do combustível, que estava sendo realizado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), fosse concluído até a noite de ontem, seria decretada a prisão em flagrante dos empresários. Segundo o delegado, na tentativa de mantê-los detidos, a polícia pediu, ainda ontem à tarde, a prisão temporária, que foi negada pelo juiz da Vara Criminal de Rolândia.
De acordo com Caricati, se for compravada a adulteração do diesel, os empresários responderão por crime contra a ordem econômica, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. ''Esses crimes não prejudicam apenas o consumidor mas causa um enorme prejuízo ao Estado'', acrescentou. O diesel alterado, segundo ele, era vendido nas regiões de Londrina, Maringá, Cascavel e Toledo.

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