Empresários saem da informalidade
Durante mais de três décadas, José Conson viveu na informalidade produzindo salgados em casa para vender em pontos comerciais de Londrina. Há cerca de cinco anos, fez um financiamento a juros baixos (3,98% ao mês) para comprar uma ''masseira'', que agilizou a mão de obra e impulsionou o seu negócio. Em 2006, formalizou a empresa e agregou a família na atividade. Hoje, a Questão de Sabor emprega 14 funcionários e produz milhares de unidades/mês de 26 tipos de salgados assados e fritos, que são entregues em aproximadamente 300 pontos de venda em Londrina e Cambé.
''Essa ajuda (financiamento) foi valiosa para conseguirmos crescer'', avalia Conson, que recorreu à Casa do Empreendedor. Desde então, a microempresa já buscou crédito mais cinco vezes para investir em equipamentos. ''Para quem ainda é pequeno e está começando é muito difícil conseguir crédito nos bancos tradicionais. Eles exigem muita coisa e a gente não tem histórico suficiente'', observa Maria Goretti Cornélio Conson, nora de José Conson, que também está na administração da empresa.
Desde que foi aberta formalmente, a empresa ''aumentou em cinco vezes'' a sua produção e consequentemente seu faturamento, conta Maria, sem revelar números. Os planos são a manutenção da linha de produtos com investimentos na melhoria da qualidade. ''O seu José já trouxe com ele a qualidade da matéria-prima; o nosso objetivo agora é aprimorar sempre'', diz.
A microempresária Sueli da Silva Soares já recorreu 12 vezes à Casa do Empreendedor para investir nos seus negócios. Ela começou como vendedora ambulante, há 20 anos, depois teve bazar, loja de confecção e atualmente possui duas lojas de bolsas no Centro de Londrina, além de participar de feiras em várias cidades. ''Estou sempre precisando (de financiamento). Às vezes, aparece uma feira para fazer, daí vou atrás de dinheiro rápido para segurar o ponto e comprar mercadoria. Pago sempre em dez meses ou até antes'', conta. (G.M.)





