Empresários reclamam de custo no distribuidor
Os proprietários de postos em Londrina reclamam do custo dos combustíveis nos distribuidores e dos sucessivos aumentos aos quais também estão sujeitos. Eles citam, por exemplo, o preço médio ponderado ao consumidor final (PMPF) definido pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que define um valor para embasar a cobrança de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que é alterado após os reajustes da Petrobras. "As usinas aumentaram os preços e hoje acabei de receber um aviso da distribuidora de que minha gasolina vai aumentar mais R$ 0,05, por conta da média ponderada", diz o empresário Diogo Decker, do Auto Posto Cupimzão.
Para Angelo Ricardo, do Posto Petroara 2, se os distribuidores obedecessem somente os 6% permitidos pela Petrobras, ele também deveria pagar até R$ 0,06 mais barato do que paga hoje. "É importante que falem disso, porque sempre parece que o dono do posto é vilão, mas nossa margem de lucro é pequena."
Ambos também confirmam a queda nas vendas. "Estou vendendo 50% mais etanol e 50% menos gasolina, mas é importante que a pessoa conheça o próprio veículo para saber qual vale mais a pena", orienta Decker.
Na média, especialistas aconselham que o etanol é mais vantajoso quando custa até 70% do preço da gasolina para fazer a conta, basta multiplicar o preço por 0,70. Por essa regra, o custo do biocombustível está mais em conta tanto em Londrina quanto no Paraná.
Para Ricardo, não apenas a gasolina passou a vender menos, mas o consumidor passou a diminuir os valores usados no abastecimento. "Hoje (ontem) eu vendi 1,5 mil litros de etanol e 970 de gasolina, mas isso era invertido antes. E ainda tem gente que coloca R$ 30 em combustível quando colocava R$ 50, por exemplo", conta. (F.G.)





