Curitiba Falta de segurança, de infra-estrutura e dificuldades para realizar investimentos são os principais problemas enfrentados pelos empresários do Paraná e apontados na pesquisa ''Panorama Empresarial Paraná'' elaborada pela companhia de auditoria e prestação de serviços Deloitte em parceira com o Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef-PR). A amostra do estudo foi formada por 62 empresas do Estado que são representativas de um universo de 640 organizações pesquisadas. As empresas da amostra têm um faturamento anual de R$ 22,6 bilhões o que corresponde a 22,8% do Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná. As organizações faturam mais de 10 milhões.
A pesquisa apontou que os principais problemas enfrentados pelo Brasil são a alta carga tributária apontada por 97% dos empresários, as altas taxas de juros (73%), a corrupção (65%) e a falta de segurança (57%).
O sócio-diretor da Deloitte e presidente do Ibef, José Écio Pereira, destacou que os empresários do Paraná apontaram que a falta de infra-estrutura está relacionada a dois fatores: problemas nas estradas e nos portos brasileiros. Segundo ele, no Estado, a falta de segurança pública é sentida principalmente pelas empresas localizadas em Curitiba, São José dos Pinhais e Araucária (ambas na Região Metropolitana). Já a dificuldade para realizar investimentos está ligada a falta de financiamentos, segundo Pereira. Prova disso é que 82% das empresas utilizaram capital próprio para investimentos e apenas 26% utilizaram financiamento local em 2005.
Os empresários apontaram ainda que as principais ações que deveriam ser prioritárias no Governo Federal em 2006 seriam promover a reforma tributária, reduzir a taxa de juros, promover o crescimento econômico, incentivar a melhoria da educação, investir em infra-estrutura e incentivar investimentos que gerem mais empregos.
Apesar dos problemas apontados, as expectativas econômicas para o Estado do Paraná em 2006 são positivas. Entre as empresas pesquisadas, 59% pretendem aumentar o nível de produção, 53% vão melhorar o nível de emprego, 61% querem aumentar as exportações e 56%, as importações. Pereira explica que estas avaliações otimistas estão relacionadas ao fato de as empresas do Estado virem de um histórico de crescimento em relação a 2004, aumento de exportações e de faturamento. Além disso, as companhias têm conseguido elevar a participação no mercado interno.
O empresariado paranaense também espera que as áreas de saúde e educação do Estado tenham bom desenvolvimento em 2006. O levantamento mostrou ainda que os recursos serão aplicados em 2006 nas mesmas localidades atuais (71%) e em outro Estado (22%).
No Paraná, 67% das empresas pesquisadas aumentaram o faturamento em 2005 comparadas com 2004, 37% conseguiram elevar o lucro e 51% a produtividade. Para 2006, 84% dos empresários querem aumentar o faturamento, 64% o lucro e 67%, a produtividade.
Os empregados também puderam sentir o reflexo do crescimento econômico do Estado. No ano de 2005 em comparação com 2004, 76% das empresas pesquisadas aumentaram o quadro de funcionários, 15% mantiveram e 9% diminuíram. Para 2006, a expectativa de 59% das empresas é manter o quadro e de 33%, aumentar. Pereira destacou ainda que a estimativa é que a inflação do País feche 2006 em um índice de 5,9% e que o PIB do Paraná cresça 3,8% e o do Brasil, 3,5%.

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