Empresários querem mais informações sobre a venda
O presidente do Banestado, Reinhold Stephanes, vai estar hoje à noite na sede da Associação Comercial do Paraná (ACP) para falar sobre o processo de privatização do banco. O leilão público de venda está marcado para dia 17 de outubro. Segundo o presidente da ACP, Marcos Domakoski, o objetivo da reunião com Stephanes é ampliar o debate sobre este assunto. Existe quase uma unanimidade entre nossos associados que o Estado deve privatizar o banco para concentrar esforços em setores mais prioritários, o que estamos querendo é garantir a discussão sobre a forma como isso está acontecendo, afirmou Domakoski.
Depois de ouvir Stephanes, a direção da ACP vai definir o cronograma de reuniões com representantes de outros setores do Banestado. Vamos ouvir alguém da Associação de Funcionários, do Sindicato dos Bancários e até mesmo o Secretário da Fazenda, Giovani Gionédis, explicou. O propósito da atual gestão da ACP é favorecer uma participação maior do setor empresarial na política apartidária de nosso Estado.
Para Domakoski, o poder público precisa focar suas ações em áreas sociais como educação, saúde e segurança. A privatização de empresas públicas em outros setores, como bancos, faz parte do processo para deixar o Estado mais enxuto.
As discussões sobre a privatização do Banestado começaram em 1997. O banco será vendido a partir de um preço mínimo estipulado em R$ 354 milhões. Para sanear o banco antes da venda, o Governo do Estado financiou R$ 5,8 bilhões o passivo da empresa estatal. Esses recursos serão pagos ao governo federal pelo Estado em 25 anos.
Entre os assuntos que mais interessam os empresários, está o processo de endividamento do banco e os custos do saneamento da instituição que ficarão por conta das finanças estaduais. (E.C.)





