Empresários protestam pelo fim da CPMF
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quinta-feira, 23 de agosto de 2007
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Empresários e sindicalistas fizeram ontem uma passeata na Boca Maldita pedindo a extinção da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Com gritos e cartazes dizendo ''Xô CPMF'', os manifestantes exigem que o Congresso Nacional rejeite a transformação da contribuição provisória em permanente. Treze entidades participaram do protesto e fizeram com que a população assinasse o documento que será encaminhado aos parlamentares em Brasília. Quando foi criada em 1984 com alíquota de 0,20%, o objetivo era socorrer o setor de saúde. Mas, atualmente, com incidência de 0,38% sobre a movimentação financeira, a contribuição tem servido para cumprir o superávit fiscal.
''Esse dinheiro era desviado desde a sua criação. A CPMF prejudica todo mundo: os empresários, os trabalhadores, todos os que recebem seus salários em contas bancárias. O governo Lula se sente confortável com a CPMF. Vamos fazer com que os parlamentares se sintam pressionados e revertam a intenção governamental de torná-la permanente'', afirmou Aldo Fernando Klein Nunes, presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas do Paraná (Setcepar). O empresário do setor de transportes, Walmor Weiss, calcula que R$ 286 bilhões tenham capitalizado os cofres federais através da CPMF. Para ele, dinheiro que foi ''roubado'' da população brasileira.
''Era para a saúde. Isso nunca aconteceu. O governo roubou o dinheiro da população que continua morrendo nos postos de saúde. Deram esse dinheiro aos mensalões. E hoje os safados negam que receberam isso. Se dizem inocentes. Era hora do povo pegar armas e tirar aquela gente que está em Brasília. Eles são nossos funcionários e precisam legislar em favor do povo'', discursou. A CPMF tem a extinção prevista em legislação: 31 de dezembro de 2007. O coordenador político da Associação Comercial do Paraná (ACP), Marco Antonio Peixoto, disse que a população brasileira precisa evitar a ''eternização'' da CPMF. ''Cada brasileiro paga R$ 176 por ano de contribuição provisória. A manifestação foi o primeiro passo. Agora vamos nos organizar para ir até Brasília e exigir o fim da CPMF'', sinalizou.
A população pode ainda assinar o abaixo-assinado contra a CPMF esta semana na sede da ACP, no Centro de Curitiba, na Rua XV de Novembro, 621. Ou pode assinar o manifesto pela Internet, nos endereços www.acp.org.br ou www.xocpmf.com.br.
Ministro - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou ontem que a orientação do governo é para que não haja redução da alíquota da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) ''por pelo menos nos próximos quatro anos''. Mantega disse que, durante o encontro de ontem com os líderes dos partidos da base aliada, nenhum deles tocou na questão da necessidade de redução da alíquota.
Ele disse que, nessa reunião, ressaltou a necessidade de renovação da CPMF até 2011. Durante apresentação no seminário da Associação Brasileira das Indústrias de Base (Abdib), Mantega destacou que a Contribuição Provisória sobre Movimentação é fundamental para o equilíbrio fiscal. (Com Agência Estado)


