SÃO PAULO - As indústrias estão se unindo contra o aumento na tarifa de energia elétrica prevista para abril, que pode chegar até 8%. Representantes do setor articulam-se em torno da Associação de Grandes Consumidores Industriais de Energia (Abrace) e devem levar esta posição aos ministérios da Fazenda e de Minas e Energia. Fabricantes de cloro e soda do Nordeste lideram o movimento, pois nos seus custos a energia representa de 20% a 40%.
Os produtores de cloro e soda, matérias-primas da indústria química, reclamaram ontem que seus produtos estão com preços defasados e não há como repassar o aumento tarifário porque os usuários iriam buscar o produto no exterior. Carlos Figueiredo, presidente da Abrace, lembrou que atualmente o custo é item prioritário. ‘‘Se os preços dos produtos sobem internamente, eles perdem a competitividade internacional, e o País deixa de exportar’’.

mockup