Curitiba - O projeto de expansão da hidrovia Paraná-Tietê, via de navegação que liga os Estados de Goiás ao Paraná, atravessando Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e São Paulo, vai custar R$ 5,5 bilhões. A União deve investir 80% do valor total e o restante viria da iniciativa privada. A obra que demoraria seis anos para ficar pronta ainda não tem data para sair do papel já que depende de orçamento.
''É preciso criar mais alternativas logísticas'', disse o coordenador do Conselho Setorial de Infraestrutura da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Paulo Ceschin. Ele destacou que, hoje, a maior parte do transporte no País é realizada via rodoviária e muito pouco por ferrovias. Segundo ele, o custo do transporte hidroviário é até 30 vezes menor que o rodoviário. Já foi verificado que o projeto tem viabilidade econômica.
Ele destacou que o sistema logístico brasileiro pode entrar em colapso se mantiver um crescimento de 10% ao ano. ''A logística tira a competitividade do produto brasileiro'', enfatizou. Ceschin acredita que a hidrovia vai criar uma alternativa logística para o País, com um transporte mais barato e competitivo.
O diretor geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antônio Pagot, disse que a partir de 800 Km a hidrovia torna-se competitiva. De acordo com ele, o projeto de expansão aumentaria a capacidade de transporte dos atuais 5 milhões de toneladas de carga por ano para 30 milhões de toneladas. O trecho navegável passaria de 800 quilômetros para 2 mil quilômetros.
Ontem, empresários paranaenses, lideranças políticas e dirigentes de órgãos públicos municipais, estaduais e federais manifestaram apoio ao projeto de expansão da hidrovia que prevê obras de eclusas (equipamento que permite elevar embarcações em trechos de desnível de leito), derrocamento, dragagem e adequação de via navegável nos rios Paraná, Tietê, Paranapanema, Grande e Parnaíba. O projeto precisa agora ser colocado no Plano Plurianual do governo.
O objetivo dos empresários foi debater o plano diretor de utilização da hidrovia e obras que ampliem sua capacidade de navegação.
Os participantes do seminário para discutir a hidrovia também conheceram o projeto de construção da eclusa de Itaipu, apoiado pela Fiep, que não está previsto no plano de expansão do Dnit. O projeto permite a navegabilidade para a produção sair para o Mercosul e é uma alternativa de navegação para o Oceano Atlântico. O Dnit prevê que esta obra custaria R$ 2,5 bilhões.

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