Curitiba - Empresários paranaenses estão apostando no mercado chinês. Uma comitiva está sendo organizada para março de 2005. Três cidades serão visitadas pelos empresários: Guandong, Beijing e Zheijiang. ''Temos que apostar nas missões empresariais para não sermos esmagados pela globalização dos negócios. A China é um mercado promissor e que não pode ser ignorado'', declarou ontem Elias Antunes, consultor da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), durante uma reunião preliminar com empresários paranaenses.
A China é o terceiro maior país em extensão do mundo (perde apenas para Rússia e Canadá) e tem população de 1,3 bilhão de pessoas. O crescimento demográfico chinês é de 1,07% ao ano, o que significa que cerca de 14 milhões de habitantes são acrescentados anualmente à população chinesa. O crescimento econômico anual também é significativo: 9,1%. No ano passado, a China foi responsável por 5,9% das exportações mundiais e 5,3% das importações. O Brasil, por exemplo, respondeu por 1% das exportações e 0,7% das importações.
Consultores de mercado analisam que a China é um país disposto a investir em importações de produtos alimentícios (como soja, frango, proteínas animais, carne bovina e suína), frutas tropicais e sucos (papaya, abacaxi e melão), piscicultura e pesca, madeiras, minitratores, infra-estrutura (ferrovias, rodovias, portos, sistema de geração de energia, sistema de telecomunicações e mineração) e pequenas siderúrgicas.
''O Brasil é a plataforma de negócios que a China precisa'', declarou o empresário Germano Vieira, assessor da presidência da Fiep e responsável pela organização da missão empresarial que passará 14 dias na China com tradutores e reuniões previamente agendadas com empresários chineses e consultores internacionais.
De janeiro a maio deste ano, 129 empresários paranaenses exportaram para a China produtos na ordem de US$ 179,7 milhões. Nas exportações paranaenses, o mercado chinês é o segundo maior (perde apenas para os Estados Unidos). Os produtos paranaenses mais vendidos são óleo de soja (40,8%), soja em grãos (27,4%), máquinas e equipamentos para motores (11,4%), caminhões e auto-peças (5,8%), madeiras (3,9%), papel e cartão (3,2%).

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