Empresários manifestam apoio ao Gaeco
Um grupo de empresários do Movimento Londrina Competitiva (MLC) foi ontem ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) manifestar apoio às investigações que giram em torno da extinta Lei da Muralha. Pelo menos dois empresários da cidade, Anderson Fernandes e Everton Muffato, estão sendo investigados sob suspeita de subornar vereadores para manter a lei.
A repercussão da prisão de Fernandes, dia 22 de junho, foi determinante para que a Câmara derrubasse a Muralha. Antes desse fato, o vereador Roberto Fú (PDT) não contava com 10 votos de apoio ao seu projeto que revogou a lei. Na semana passada, depois do episódio da prisão do empresário, somente dois dos 19 vereadores deixaram de aprová-lo.
''Fomos ao Gaeco agradecer o trabalho e dizer aos promotores que vamos continuar lutando pelos interesses da cidade. Não estamos defendendo interesse particular'', afirmou o empresário Atsushi Yoshii. A pressão feita pelo Movimento Londrina Competitiva sobre a Câmara também foi fundamental para a queda da Muralha.
Os empresários ainda foram ao gabinete do prefeito Barbosa Neto agradecê-lo pela sanção do projeto que revoga a lei. ''Ele nos disse que não tinha como ficar contra os interesses da sociedade'', afirmou Yoshii.
O promotor Cláudio Esteves disse que o Gaeco viu com bons olhos a ida dos empresários. ''O apoio da sociedade é sempre bem-vindo. Sempre que o Ministério Público, a sociedade e a imprensa livre trabalham juntos, os efeitos para a sociedade são positivos'', disse Esteves.
Além do dono da construtora Yoshii, estiveram no Gaeco e na Prefeitura Oswaldo Pitol, Flávio Menegheti, George Hiraiwa e Raul Fulgêncio, entre outros. (N.B.)





