''Para exportar basta querer''. Esta é a mensagem do 2º Caminho do Exportador realizado, ontem, em Londrina. O evento que atraiu cerca de 400 pessoas entre empresários e universitários enfatizou as oportunidades de negócios e a possibilidade para pequenas e médias empresas.
Segundo Jorge Peydro-Aznar, conselheiro para assuntos comerciais da Delegação da Comissão Européia no Brasil, a União Européia continua sendo o principal parceiro comercial do Brasil com 25% do volume exportado. A recente inclusão de mais dez países ao grupo, aumentou o potencial mercado consumidor em 80 milhões de habitantes. ''Pretendemos oficializar, até outubro, um acordo que eliminará as taxas alfandegárias entre ambos. O que falta ainda é harmonizar as normas técnicas e sanitárias'', explicou Aznar.
Mercado tão promissor quanto a Europa é a África. De acordo com Maria Elisa Teófilo de Luna, chefe da Divisão África I do Ministério das Relações Exteriores, é preciso acabar com o mito de que aquele continente é pobre e atrasado. ''É verdade que, enquanto o Brasil possui bolsões de desenvolvimento a África possui bolsinhas, mas, em ambos casos, a miséria é grande também. O importante é que eles estão buscando o desenvolvimento e as semelhanças são grandes como, por exemplo, a língua portuguesa falada em alguns países e a proximidade do nível tecnológico. Em comparação aos europeus, os nossos produtos são mais acessíveis e adequados'', opinou a representante ministerial.
O proprietário da Mercol Alimentos, Rubens de Toledo Tito, é um exemplo de sucesso na região. Sem qualquer apoio, ele descobriu o mercado africano para a sopa líquida concentrada que fabrica em Cambé. Há três anos, Tito vende o produto para o governo de Angola que utiliza o alimento em programas sociais. Para ele, a maior dificuldade tem sido obter capital de giro para fazer prospecção de novos clientes. ''Ano passado, exportamos 2,5 milhões de refeições, mas a nossa intenção é chegar a 7,5 milhões, no mínimo'', disse o empresário que também enxerga boas perspectivas no mercado interno com o Programa Fome Zero.
Mais sorte que a Mercol teve a Sonhart, de Londrina. Há um ano e meio, a empresa exporta pijamas, camisolas e short-dolls para o Uruguai, Paraguai e Costa Rica. Segundo as relações públicas Luciana Gotz e Thaís Jerônimo, os clientes é que fizeram o primeiro contato e, com base no crescente interesse, a empresa está fechando contrato também com os Estados Unidos e a Espanha. ''Por incrível que pareça, nossa maior dificuldade é ampliar a produção para atender a demanda. Hoje, cerca de 2% das peças são comercializadas no exterior, mas, até o final do ano, o objetivo é aumentar o volume para 10% do total'', adiantaram. A inserção de cadernos, bolsas, embalagens e materiais de papelaria ilustrados com a marca da Sonhart deve ajudar na concretização desse projeto.

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