Curitiba - Uma delegação de empresários franceses da região de Rhône-Alpes busca parceria com a iniciativa privada do Paraná na troca de experiências e tecnologias. Oito empresas francesas estão representadas na comitiva com interesse em setores agroalimentares, de tratamento de água, metalmecânico, vinícolas, software e de equipamentos para ônibus. Ontem, os empresários estiveram reunidos com 43 empresas paranaenses para formatar uma cooperação técnica. ''Essa cooperação já começou em fevereiro de 2006, mas vai ser cada vez maior'', garantiu ontem Vinícius Gasparetto, coordenador do Centro Internacional de Negócios (CIN), órgão ligado à Federação das Indústrias do Paraná (FIEP).
Os empresários definiram a criação do Comitê de Pilotagem do Paraná. Telefones e estrutura física já foram cedidos para o início das atividades, programadas para começar em três meses. O diretor será indicado pelos empresários franceses. Quarenta itens estão na pauta do comitê e vão desde cultura e ambiente até energia, agricultura, ciência e tecnologia.
''São várias oportunidades de negócios que estavam vislumbrando com a chegada do comitê. A França tem interesse em ações de sustentabilidade e podemos oferecer os orgânicos e os projetos de manutenção da família no campo. Já a França pode nos fornecer as novas tecnologias desenvolvidas no setor de plástico e embalagens'', ponderou.
O secretário de Estado da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, Virgílio Moreira Filho, apresentou aos empresários franceses as políticas públicas que estimulam novos empreendimentos no Paraná, como a isenção ou redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), a disponibilidade de energia elétrica barata e o equilíbrio financeiro na execução dos orçamentos públicos.
''A política fiscal do governo do Estado tem ajudado a viabilizar novos empreendimentos econômicos no Paraná, especialmente em municípios com baixo Índice de Desenvolvimento Humano'', garantiu Moreira Filho. Outra medida apresentada pelo secretário é a equiparação das alíquotas internas e interestaduais do ICMS (12%), para estimular as transações entre empresas paranaenses.
Atualmente, o Paraná é o quinto estado em exportações no Brasil. De janeiro a dezembro do ano passado, exportou US$ 10 bilhões (-0,21% em comparação a 2005). As importações chegaram a US$ 5,9 bilhões (32% a mais do que no ano anterior). A balança comercial paranaense fechou em US$ 4 bilhões (-26,7%). A França tem participado negativamente da balança comercial do Paraná (manda mais produtos para o Paraná do que importa). Mesmo assim, os empresários paranaenses estão otimistas por conta do potencial econômico do Estado. No setor da agroindústria, agrobiotecnologia e agroalimentar, os empresários apresentaram ontem as culturas de soja, milho, trigo e derivados, a produção de leite, carne e derivados, o cultivo de frutas e mandioca, a produção de sucos em diversas regiões do Estado, além dos produtos orgânicos, na região de Curitiba.
No setor automotivo e de mecânica, o maior potencial de desenvolvimento está na Região Metropolitana de Curitiba, além das regiões de Ponta Grossa, Londrina e Cascavel. Na área de Petroquímica, o destaque é para Araucária, enquanto na especialidade de plásticos o destaque é a Região Metropolitana de Curitiba Ponta Grossa, Londrina e região Sudoeste. No setor da madeira, a produção de MDF, portas e janelas e móveis têm seu maior potencial nas regiões Sul e Sudoeste, além de Curitiba, Ponta Grossa, Arapongas e Piên. Na área de software, o destaque é para Curitiba, Londrina e Maringá. A bioenergia se destaca na Região Metropolitana de Curitiba, região Oeste e Londrina-Maringá.
No setor têxtil, a seda em Nova Esperança e o algodão em Londrina têm grandes potenciais de desenvolvimento. Já na área do vestuário, Maringá e a região Sudoeste se destacam na moda social masculina; Imbituva, em malhas; Terra Roxa, em moda infantil; Londrina, Maringá, Cianorte e Umuarama, confecção em geral; e Apucarana, na produção de bonés.

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