O Movimento Londrina Competitiva (MLC) vai lançar uma campanha de mídia contra a Lei da Muralha. O início da veiculação das peças não havia sido definido até a noite de ontem. Mas havia a expectativa de que pudesse ser ainda hoje. A ideia é esclarecer a população sobre os prejuízos que a lei traz para a cidade ao limitar a concorrência.

''Londrina não pode mais ficar com essas restrições. É preciso haver liberdade para as empresas concorrerem no mercado. A concorrência é saudável para os empresários, pois significa uma oportunidade de melhoria de seus processos. E também para a sociedade porque ajuda a baixar os preços'', afirma o empresário Oswaldo Pitol, que integra o MLC.

A Muralha, lei 9.689, teve início em 2005, por iniciativa do ex-prefeito Nedson Micheleti. Na época, a rede Wal-Mart pretendia se instalar em Londrina, num terreno na Rua Quintino Bocaiúva, no Centro. Alegando que o hipermercado iria provocar impacto no trânsito, o prefeito declarou a área de utilidade pública para instalação de um teatro municipal - o que nunca aconteceu - e enviou o projeto à Câmara.

Inicialmente, a lei criava um quadrilátero no centro, dentro do qual só poderiam ser implantados estabelecimentos PGTs (polos geradores de tráfego) depois de realizado Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV). Aprovada pelos vereadores, ela sempre foi vista por setores da sociedade como reserva de mercado para os supermercados já existes.

Leia a reportagem completa do repórter Nelson Bortolin, em conteúdo exclusivo para assinantes da FOLHA.

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