Curitiba - A Sondagem Industrial 2002-2003, divulgada ontem pela Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), constatou que 77,72% dos empresários paranaenses estão otimistas sobre os negócios no ano que vem. Entre os otimistas, 36,51% acreditam que haverá novos investimentos no próximo ano, 39,48% esperam aumento das vendas e 24,01% aumento no nível de emprego.
A pesquisa, que é feita desde 1986, ouviu 490 empresas de todas as regiões do Estado e de todos os tamanhos. Sobre as dificuldades para enfrentar a concorrência interna, 76,83% citaram a carga tributária elevada e 62,63% reclamaram dos encargos sociais. O Custo Brasil também foi mencionado como o maior vilão na competitividade das empresas paranaenses: carga tributária (39,67%), encargos sociais (33,61%), burocracia (32,15%), custo financeiro elevado (25,89%).
Sobre a infra-estrutura paranaense a maior insatisfação se refere às rodovias (50,10%). As ferrovias aparecem com alto nível de indiferença (57,83%), baixíssimo grau de satisfação (7,93%) e está em segundo lugar na insatisfação do empresariado (26,93%). Para quase metade dos entrevistados, a maior desvantagem do Paraná em relação aos outros estados é que há poucos incentivos fiscais. Outro fator marcante indicado na pesquisa se refere ao investimento das empresas em educação, treinamento e aperfeiçoamento dos funcionários que, em média, é realizado em 40% dos casos.
A estratégia de maior importância no próximo ano, para 72,50% dos entrevistados, será a satisfação do cliente. A área mais citada como alvo de novos investimentos é a de qualidade (59,08%). As fontes de recursos a serem utilizadas são próprias em 83,09% dos casos.

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