Empresários estão otimistas com a economia
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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
Nelson Bortolin <br> Reportagem Local 
O ano de 2012 termina sem a aprovação do novo Plano Diretor de Londrina e, consequentemente, sem a definição das áreas destinadas à industrialização do Município. Apesar disso, há sinais de que 2013 poderá ser o ano da virada, da retomada do crescimento econômico da cidade.
Entre esses sinais, estão dois novos empreendimentos que chegam à cidade nos próximos meses: o centro logístico da LOG Commercial Properties - que poderá gerar até 2,5 mil empregos - e uma unidade da Atos, multinacional da área de tecnologia da informação (TI), com 600 postos de trabalho. Desde março de 2010, quando foi inaugurada a empresa de call center Dedic, a cidade não recebe um grande empreendimento, a não ser os da área de comércio varejista.
A derrubada da Lei da Muralha, em julho de 2012, também aponta para um maior dinamismo econômico no futuro próximo. Durante mais de cinco anos, Londrina se viu impedida de receber grandes supermercados, em virtude da lei. Com sua revogação, um hipermercado da rede Angeloni já se instalou no shopping da zona norte. O grupo aguarda a aprovação de um projeto de lei na Câmara para poder construir sua segunda loja na cidade, desta vez na Avenida Madre Leônia Milito (zona sul).
Outro fator que traz otimismo para a economia é a retomada da estabilidade política, com a eleição do prefeito Alexandre Kireeff, que assume o cargo nesta terça-feira. Vale lembrar que, nos últimos quatro anos, Londrina teve quatro prefeitos. Eleito em 2008, Antonio Belinati não pode assumir pois foi cassado pela Justiça. Em nova eleição, Barbosa Neto foi o escolhido pelos eleitores e tomou posse em maio de 2009, quatro meses após o prazo regulamentar.
Denunciado por corrupção, Barbosa foi cassado em 30 de julho deste ano, quando assumiu seu vice, José Joaquim Ribeiro. Também envolvido em denúncias, Ribeiro renunciou em 20 de setembro após ser preso em Santa Catarina. Para um novo mandato-tampão, tomou posse então o presidente da Câmara, Gerson Araújo, que agora passa o bastão a Kireeff.
''Para mim, existem duas Londrinas. A de antes da cassação do Barbosa e a de depois'', afirma o presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina, Flávio Balan. Ele acredita que a sociedade acordou e decidiu por um fim ''às negociatas'', ao ''desrespeito ao patrimônio público''.
De acordo com Balan, a instabilidade política trouxe reflexos diretos para a economia. ''Enquanto a administração municipal se desmanchava em denúncias, a cidade parou. Agora é tempo de pacificação e da retomada do crescimento. Tenho certeza que em 2013 Londrina vai receber várias empresas'', afirma.


