Empresários estão otimistas apesar da crise
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quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Agência Estado 
Brasília - A indústria iniciou o ano aquecida e acredita que manterá o ritmo ao longo do primeiro semestre. É o que indica a pesquisa Sondagem Industrial, divulgada ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O otimismo é explicado por dois fatores. Em primeiro lugar, vem o mercado interno. Principal responsável pelo crescimento industrial em 2007, o consumo doméstico não foi afetado pela crise até o momento. Em segundo, a data da pesquisa. As empresas responderam ao questionário da CNI antes das fortes quedas nas bolsas de valores e do corte dos juros nos Estados Unidos.
A Sondagem ouviu 1.394 indústrias de pequeno, médio e grande portes entre os dias 2 e 22 de janeiro.
As indústrias informam à CNI que, pela primeira vez em três anos, encerraram o mês de dezembro com um nível de estoques abaixo do esperado. Quer dizer que elas venderam muito no ano passado, explicou gerente-executivo da Unidade de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco.
Numa escala de 0 a 100, onde números abaixo de 50 indicam perspectiva negativa e acima de 50, positiva, a avaliação para número de empregados atingiu 53 pontos e a compra de matérias-primas, 57,9 pontos. O principal fator que determinou o desempenho da economia em 2007 e que transborda para 2008 é o crescimento da demanda interna, disse Castelo Branco.
Os empresários estão pessimistas, porém, em relação às exportações. A perspectiva de vendas ao mercado externo atingiu 48,5 pontos, segundo a pesquisa. A causa da avaliação negativa é o câmbio desfavorável.
Os resultados da Sondagem para o quarto trimestre de 2007 mostram que o crescimento beneficiou praticamente todos os setores e empresas de todos os portes.Mas agora elas também estão crescendo. De 27 setores pesquisados, 25 informaram que a produção teve desempenho positivo no período. As exceções são madeira e álcool - este último, devido à safra, que provocou excesso de oferta.


