Curitiba Em clima de confiança e otimismo, os empresários do Paraná aguardam que os candidatos eleitos para a presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e para o governo do Estado, Roberto Requião (PMDB), cumpram com as promessas de campanha e promovam o crescimento econômico do País e do Estado, respectivamente. Os empresários aguardam a adoção de medidas anunciadas durante a campanha que podem ser transformadas em programas de governo.
O presidente da Federação das Associações Comerciais, Indústriais e Agropecuárias do Paraná (Faciap), Jefferson Nogarolli, espera que o presidente eleito tenha tranquilidade para o trabalho de conciliação e construção do País. Ele manifestou otimismo com a possibilidade de Lula fortalecer o sistema de crédito cooperativo, uma experiência bem sucedida em Maringá, e que pode ser ampliada para o País.
De acordo com Nogarolli, o crédito cooperativo é um meio de redução dos custos financeiros da pequena e média empresas. Para ele, por meio do sistema, estas empresas podem ter acesso aos recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). ``Como está funcionando o sistema financeiro atualmente, os bancos não têm interesse em repassar esse tipo de recurso porque dá muito trabalho``, explicou. Segundo Nogarolli, os empresários também esperam as prometidas reformas tributária e previdenciária, como alternativas de redução do déficit público. ``Com as reformas será possível vislumbrar a redução dos juros que vão promover o crescimento da economia``, justificou.
O presidente da Federação da Agricultura do Paraná (Faep), Ágide Meneguette, espera que o presidente eleito respeite a Constituição, as leis e o direito de propriedade. Segundo ele, nos últimos anos a agricultura é o setor responsável pelo superávit primário, que deve atingir US$ 20 bilhões este ano. ``É esse dinheiro que vai dar condições para o presidente executar os programas sociais``, justificou.
Meneguette disse que a agropecuária pode contribuir muito mais com o governo federal, desde que ele promova as condições para o crescimento do setor como o investimento em logística, em estrutura portuária e continue apoiando a renovação das máquinas agrícolas, através do Moderfrota.
O empresário Marcos Domakoski, presidente da Associação Comercial do Paraná (ACP), espera que o governo federal seja atuante para que o desenvolvimento econômico ``seja um meio de realizar o bem comum e não um fim``, declarou. Para isso, ele espera que o presidente firme parceria entre os trabalhadores, empresários, Estado e sociedade civil organizada como forma de atingir o crescimento econômico.

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