Empresários e técnicos vêem resgate da Abitrigo
Empresários e técnicos
vêem resgate da Abitrigo
Empresas e setores cooperativistas receberam bem, na semana passada, a eleição de Roland Guth para a Abitrigo. Não faltou quem comentasse: Felizmente a Abitrigo sai do eixo Rio - São Paulo e vem para a região Sul, produtora e moageira.
Também o presidente da Associação dos Engenheiros Agrônomos e pesquisador da Embrapa, Sérgio Dotto, disse que o setor técnico está otimista. Roland Guth vai dar apoio ao trigo nacional. Ele tem origem, vem de uma família ligada à produção e como industrial é grande comprador de trigo nacional, afirmou o Dotto.
Segundo Dotto, que é especialista em melhoramento genético de trigo, a Abitrigo pode volorizar o trigo e a tecnologia nacional. Ele disse que Roland defende a tese de que a produção deve corresponder a 50% do consumo brasileiro de trigo.
Dotto acha que a área de trigo tem que aumentar porque a cultura de inverno ajuda a reduzir os custos de produção das culturas de verão. E que o sistema agrícola do Sul do País comporta duas safras uma no inverno e no verão, ao contrário do Centro-Oeste.
Dotto acha que o trigo dá lucro para os agricultores que usam tecnologia. Não é impossível obter produtividades em torno de 2,5 mil kg/ha. Em São Sebastião da Amoreira temos produtores que conseguiram 3,5 mil kg/ha, é o caso da Fazenda Canadá, informa.
Cita ainda produtores da região da Coamo têm produtividade de 3,750 mil kg/ha. A Coamo representa agricultores do Oeste e região Central do Paraná. É, portanto, representativa.
Problema maior do trigo não é qualidade nem tecnologia, mas de política que garanta uma boa comercialização.
Dotto também está informando que de 21 a 24 de fevereiro será realizado em Londrina o Seminário Técnico do Trigo, promovido pelo Iapar e Embrapa, para discutir toda cadeia produtiva do trigo. O.P.





