Empresários do PR são condenados por sonegação
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quinta-feira, 14 de março de 2002
Erika Wandembruck<br>Equipe da Folha 
Curitiba Cinco empresários do Paraná proprietários de quatro empresas com sede no Estado foram condenados por sonegação previdenciária pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, com sede em Porto Alegre (RS), esta semana. Juntos, eles deixaram de repassar o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) mais de R$ 232 mil.
A indústria moveleira Rank, que pertence a Edison Keler Mocelin e Edicezar Mocelin descontou dos empregados mais de R$ 91 mil. A Berger Calçados e Luvas Ltda, de propriedade de Roverto Berger sonegou R$ 90 mil. Já a empresa de João Carlos Livoti, a Movebras Móveis e Eletrodomésticos, não repassou R$ 42.554,00 ao INSS. E a J.H Hunderbert, de Juraci Hunderbert, mais de R$ 8 mil.
No total, 27 empresários da Região Sul, donos de 20 empresas deixaram de descontar dos empregados mais de R$ 1,2 milhão. Dessas, 13 firmas são do Rio Grande do Sul e outras três de Santa Catarina.
Os empresários ainda podem recorrer da decisão entrando com recurso junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília. A sonegação transcorreu entre 1991 a 1998, período em que o Ministério Público Federal (MPF) entrou com 27 processos no TRF.
A pena aplicada é o pagamento de multas e prestação de serviços à comunidade. A assessoria de imprensa do TRF não soube precisar o valor das multas relativas aos empresários do Paraná, porque variam de acordo com cada um dos processos. A assessoria informou que as dívidas atribuídas a cada empresa pelo MPF variam de R$ 5.027,97 a R$ 296.627,02.
Os empresários haviam sido condenados em 1ª instância, mas na época apelaram. A Folha tentou contato com as empresas, para ouvir a versão das mesmas, mas não foi possível por conta do horário. A informação divulgada pelo TRF, através de seu site na internet, saiu no final do dia, por volta das 18 horas.


