Curitiba – Cinco empresários do Paraná – proprietários de quatro empresas com sede no Estado – foram condenados por sonegação previdenciária pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, com sede em Porto Alegre (RS), esta semana. Juntos, eles deixaram de repassar o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) mais de R$ 232 mil.
A indústria moveleira Rank, que pertence a Edison Keler Mocelin e Edicezar Mocelin descontou dos empregados mais de R$ 91 mil. A Berger Calçados e Luvas Ltda, de propriedade de Roverto Berger sonegou R$ 90 mil. Já a empresa de João Carlos Livoti, a Movebras – Móveis e Eletrodomésticos, não repassou R$ 42.554,00 ao INSS. E a J.H Hunderbert, de Juraci Hunderbert, mais de R$ 8 mil.
No total, 27 empresários da Região Sul, donos de 20 empresas deixaram de descontar dos empregados mais de R$ 1,2 milhão. Dessas, 13 firmas são do Rio Grande do Sul e outras três de Santa Catarina.
Os empresários ainda podem recorrer da decisão entrando com recurso junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília. A sonegação transcorreu entre 1991 a 1998, período em que o Ministério Público Federal (MPF) entrou com 27 processos no TRF.
A pena aplicada é o pagamento de multas e prestação de serviços à comunidade. A assessoria de imprensa do TRF não soube precisar o valor das multas relativas aos empresários do Paraná, porque variam de acordo com cada um dos processos. A assessoria informou que as dívidas atribuídas a cada empresa pelo MPF variam de R$ 5.027,97 a R$ 296.627,02.
Os empresários haviam sido condenados em 1ª instância, mas na época apelaram. A Folha tentou contato com as empresas, para ouvir a versão das mesmas, mas não foi possível por conta do horário. A informação divulgada pelo TRF, através de seu site na internet, saiu no final do dia, por volta das 18 horas.

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