Curitiba Os empresários parananeses ficaram frustrados com a queda de 26,5% para 26% ao ano, na taxa básica de juros Selic definida ontem pelo Conselho de Política Monetária (Copom). Mas ainda não perderam as esperanças. Eles acham que a queda foi tímida, mas pode representar o início de uma retomada do crescimento.
O empresário Marcos Domakoski, presidente da Associação Comercial do Paraná (ACP), disse que o percentual de queda dos juros de 0,5% foi uma decepção. Ele destacou que é preocupante a continuidade da política econômica do governo anterior que tem provocado queda na atividade da indústria, do comércio e aumento do desemprego.
Para Domakoski, a situação no Paraná só não está pior em função das medidas adotadas pelo governo do Estado de redução do ICMS para o comércio e indústria, que têm liberado mais dinheiro para o capital de giro das empresas.
Para o empresário do setor de construção civil, Cesar Luiz Gonçalves, a queda na taxa de juros dificilmente vai chegar ao consumidor final e também não vai estimular o empresário a desengavetar projetos de investimentos. ''Essa queda só serve para apontar uma tendência mais otimista para o futuro de que as taxas podem cair e dá um fôlego para quem está pensando em desistir'', afirmou.
Mais pessimista, o empresário Aramis Chaim, da Livraria Chaim, de Curitiba, disse que o governo não percebe que o empresariado nacional agora está perdendo seu patrimônio pessoal para salvar suas empresas. Ele pergunta: ''O que adianta uma queda de 0,5% na taxa de juros quando temos que pagar 41% de impostos sobre o faturamento?''. Segundo Chaim, as empresas brasileiras já estão quebradas.
Para Roberto Fregonese, presidente do Sindicombustíveis, a queda da taxa não refresca em nada a economia. Para o presidente da Federação das Associações Comerciais, Industriais e Agropecuárias do Paraná (Faciap), Jefferson Nogaroli, a redução da Selic significa que a inflação está controlada: ''Não é o ideal, mas estamos caminhando para a queda dos juros e a retomada do crescimento''.

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