Os sete donos de postos que estão presos na Casa de Custódia de Londrina (CCL), suspeitos de sonegação fiscal, falsificação de documentos e formação de quadrilha, devem ser colocados em liberdade hoje. Segundo o promotor, mesmo que a Justiça decrete a prisão preventiva, eles não podem ser detidos por causa da lei eleitoral que proíbe as prisões cinco dias antes das eleições e dois dias após o pleito.
Quatro Luís Bolognesi, Maxwell Pavesi, Sérgio Góes de Oliveira, Fábio Ribeiro da Fonseca dos sete detidos foram denunciados à Justiça pela PIC por formação de quadrilha com características de crime organizado. Os empresários Carlos Roberto Kobayashi, Luciano Monteiro e Nilton Rodrigues da Silva, não constam na denúncia. Até a tarde de ontem, a juíza Carla Pedalino, da 4 Vara Criminal, ainda estava analisando a denúncia.
O resultado dos exames realizados em cinco amostras de gasolina coletadas pela Promotoria de Investigações Criminais (PIC), nos postos de combustíveis dos empresários que estão presos, não apresentou adulteração, informou o promotor Jorge Fernando Barreto Costa. Os exames foram realizados pelo Departamento de Química da Universidade Estadual de Londrina (UEL). As amostras pertencem aos postos 2002, na Avenida Tiradentes, 1592; Auto Posto Ceasa, na Avenida Brasília, 950; e três postos RVA sendo um na Rua Professor João Cândido, 1052; na Leste-Oeste, 2855; e um na Avenida Higienópolis, 1700. Outras duas amostras analisadas na semana passada apresentaram mistura na gasolina dos postos Birigui e Meninão II.
A assessoria de imprensa da Agência Nacional do Petróleo (ANP) informou que a Coordenadoria Especial de Fiscalização da ANP não vai atuar neste caso de combustíveis adulterados em Londrina porque o Ministério Público já está apurando as denúncias. A ANP coloca à disposição do Ministério Público suporte técnico caso haja necessidade para auxiliar nas investigações, mas não intervém quando as denúncias já estão sendo apuradas.
Também foi denunciado por formação de quadrilha o empresário Ciro Renato Santana de Araújo, que é considerado foragido da Justiça. Ele é dono da distribuidora Camacuã, com sede em Guarapuava.

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