Brasília Os presidentes da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, e da Confederação da Agricultura e da Pecuária do Brasil (CNA), Antônio Ernesto de Salvo, estiveram ontem à noite no Ministério da Fazenda para tratar com o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, da Medida Provisória 232, que aumenta a carga tributária das empresas prestadoras de serviço e corrige em 10% a tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física.
Ao contrário da semana passada, quando se mostrou otimista quanto a uma saída negociada para a MP, ontem Skaf disse que o mais provável é que o debate se transfira para o Congresso Nacional, que vai apreciar a medida. Afirmando que não tem nenhuma proposta a apresentar e que mantém posição contrária à MP, o presidente da Fiesp disse que foi à Fazenda mais para ouvir o governo.
Ao prevalecer a pressão dos empresários, restaria apenas o texto original da MP 232, que corrige a tabela do Imposto de Renda para as Pessoas Físicas. Todos os demais itens, como aumento da tributação para as empresas prestadoras de serviços, retenção do IR para agricultores e taxação dos ganhos obtidos com a variação cambial por empresas que têm subsidiárias no exterior, seriam retirados da MP.
O secretário da Receita Federal já disse que não aceita isso, mas que está aberto para conversar em busca de um meio-termo. No entanto, depois da derrota do governo na sucessão da presidência da Câmara, os empresários parecem mais dispostos a deixar o assunto nas mãos do Congresso, onde o novo presidente da Câmara, deputado Severino Cavalcanti (PP-PE), já se manifestou contra a MP e os empresários acreditam ter mais chances de mudar a medida.

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