Imagem ilustrativa da imagem Empresários defendem máquina enxuta para retomar crescimento
| Foto: Anderson Coelho
Novo presidente da Acil, Cláudio Tedeschi (à direita) diz que estabilidade política trará novos investidores internacionais ao País



O presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Cláudio Tedeschi, e o presidente da Federação das Associações Comerciais e Industriais do Paraná (Faciap), Guido Bresolin, defenderam a necessidade do enxugamento da máquina pública para a retomada do crescimento durante solenidade de posse da nova diretoria da entidade londrinense, anteontem. Ambos também lamentaram a manutenção da taxa básica de juros em 14,25% pelo Comitê Político Monetário (Copom), mas reconheceram a necessidade para o controle da inflação.
Bresolin ainda defendeu reformas tributária e trabalhista de modo a desonerar o setor produtivo e flexibilizar as relações entre patrão e empregado. Além do presidente da Faciap, a cerimônia que marcou a transferência da presidência da Acil de Valter Orsi para Tedeschi teve a presença do governador Beto Richa (PSDB), do prefeito Alexandre Kireeff (PSD), outras autoridades e empresários.
Tedeschi ressaltou que o Brasil não tem outra política de controle inflacionário além da alta dos juros, que prejudicam novos investimentos. "Mantendo juros altos e controlando a inflação, seria melhor para o assalariado e quem sofre mais é o empresário, que não investe. Por outro lado, também não gera emprego e renda", lembrou o presidente da Acil.
Bresolin afirmou que a decisão do Copom é necessária, apesar de ser altamente prejudicial ao desempenho das atividades empresariais. "Não existe negócio que suporte uma taxação tão alta, não existe financiamento que se consiga fazer a esse custo do dinheiro. Então, os investimentos ficam todos travados e nós vamos ver estagnação na economia."
Ele também defendeu a evolução das reformas tributária e trabalhista, uma vez que "as relações de trabalho evoluíram, mas a legislação continua arcaica". "De ambos os lados, a empresa usa ferramentas que prejudicam as relações de respeito entre trabalhador e empregador e o trabalhador também tem uma série de entraves na legislação que cause um ônus para a empresa incalculável", avaliou.

Avaliação de Temer
Tanto Tedeschi quanto Bresolin afirmaram que o presidente interino, Michel Temer (PMDB), tem o suporte necessário por parte do Congresso Nacional para tocar adiante reformas necessárias para o Brasil retomar o crescimento.
O presidente da Acil acredita que, com a retomada da estabilidade política, os investidores internacionais voltarão para o País. "Temos uma equipe econômica de boa postura para o mercado, que pode oportunizar uma boa condução econômica. Conseguindo um horizonte de estabilidade política, acho que conseguimos caminhar", opinou.
De acordo com Bresolin, os empresários estão confiantes de que, após o impeachment de Dilma Rousseff, Temer dará início a mudanças que deixem o Estado mais enxuto e eficiente. "Terá de mudar a legislação para tornar o Estado sustentável", avaliou.
Para Tedeschi, o Estado deu vantagens ao funcionalismo público que agora não pode pagar, mas a demonstração de que o equilíbrio das contas públicas é uma diretriz do governo Temer deve devolver a confiança aos investidores.

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