Cascavel O coordenador do Procon em Cascavel, Otto dos Reis Filho, foi convidado pela direção da Associação Comercial e Industrial de Cascavel (Acic) para informar sobre os recursos que os empresários têm e os cuidados que devem ser adotados para não caírem no golpe da lista telefônica. A ação geralmente começa com um telefonema e a cobrança é emitida sem autorização ou assinatura de contrato. Os casos envolvendo empresários lesados por empresas que publicam listas que ninguém vê são cada vez mais frequentes e requerem atenção redobrada.
Reis Filho explicou que essa prática fere os artigos 37, 39 e 46 do Código de Defesa do Consumidor, que prevê punições duras ao infrator. ''Isso é prática abusiva e propaganda enganosa'', diz o coordenador do Procon.
O empresário Marcos Bertolli contou que sua empresa foi vítima recente de uma tentativa de golpe do gênero. Ele recebeu uma cobrança para pagamento em três parcelas e ligou para saber quem tinha autorizado a prestação do serviço. A informação era de que os dados foram conseguidos por telefone e que a cobrança justificaria a inclusão da empresa em anúncio de páginas amarelas de uma lista de circulação nacional.
Bertolli informou à pessoa que não teve acesso a nenhum contrato e muito menos havia assinado algo. Por isso, solicitou o cancelamento da fatura. Como resposta, ouviu que a conversa estava sendo gravada e que, se não pagasse, seria protestado. ''Isso é um absurdo. Os empresários precisam tomar precauções para evitar casos como este'', disse o empresário.
Grande parte dos golpes praticados por empresas ''não idôneas'' desse ramo começa com um telefonema, reconheceu o coordenador do Procon. O número de queixas vem crescendo nos últimos meses e entre as campeãs de reclamações na região de Cascavel, segundo Reis Filho, estão a Embrasil Telecom, Adelista, Gesmarketing, Fonelista, Agtel, Embralistas, Embrat, Publilist, Ultralista e Ad Listas. A maioria delas é do interior de São Paulo, Minas Gerais e de Alagoas.
O coordenador observou que quando a denúncia chega ao Procon, o órgão procura a empresa citada e pede o cancelamento da fatura, o que nem sempre acontece. Nesses casos, a via judicial é o caminho mais recomendado. Por outro lado, informa ele, há empresas sérias que atuam no ramo, que respeitam o cliente e prestam serviços de qualidade.

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