A abertura das fronteiras através do Mercosul e a onda de globalização estão obrigando os empresários da região de Maringá a mudarem o comportamento em relação ao mercado externo. A Associação Comercial e Industrial de Maringá (Acim), em parceria com a Fiep, Cexpar e prefeitura local, está incentivando a formação de grupos empresariais por setores. Isso depois de muito trabalho em cima da formação de pessoal e reciclagem dos empresários.
O primeiros passos foram isolados, com a prefeitura abrindo a ‘‘Casa Mercosul’’ e a Acim criando um departamento de Comércio Exterior. Tudo isso há cerca de cinco anos. A Casa Mercosul visava a parceria entre empresas brasileiras e de países membros do acordo comercial. O departamento da associação queria formar técnicos e preparar os empresários para a nova realidade. ‘‘Ainda estamos em um processo embrionário, mas colhendo os primeiros frutos’’, diz o presidente da Acim, Jeferson Nogaroli.
Hoje a Casa Mercosul é administrada pela associação, conta com quatro técnicos em comércio exterior e serviços de ponta para atender os empresários que desejam ou já atuam no mercado externo. ‘‘A Casa Mercosul tem uma das melhores estruturas de apoio à exportação do interior do país’’, garante Nogaroli. A idéia agora, segundo ele, é levar os esforços para o lado prático. Para isso será criado um programa de incentivo à exportação. ‘‘As empresas interessadas serão agrupadas por setores e terão todo apoio de consultoria e participação de feiras e seminários’’, explica Nogaroli.
A grande vantagem de Maringá perante o Mercosul, segundo o dirigente da Acim, é a localização. ‘‘Além de outros pontos onde avançamos muito como a estrutura de apoio ao exportador’’, frisa. Ele explica que Maringá está na rota de ligação entre as principais capitais de países vizinhos e os grande centros consumidores, a 250 quilômetros do Paraguai e tem um Porto Seco. ‘‘Junto com o Coden (Conselho de Desenvolvimento de Maringá), estamos criando o Centro de Distribuição e Logística do Mercosul’’. O centro vai incentivar a criação de zonas de armazenamento e distribuição de produtos que vem de países vizinhos, aproveitando os benefícios do Porto Seco.
Outro benefício que Maringá alcançou com o trabalho em torno do Mercosul foi a criação de uma Zona de Processamento Aduaneiro (ZPA) na cidade. A ZPA funciona como uma área fiscal diferenciada, com prazos dilatados para o recolhimento de impostos. Na próxima terça-feira quatro empresas que tiveram o processo de instalação aprovados pelo governo do estado, assinam o protocolo para iniciar a produção. Uma delas é argentina. O secretário de Indústria, Comércio e Turismo de Maringá, Miguel Fuestes Salas, adiantou à Folha que outras empresas já estão negociado a instalação de unidades na cidade, em função da ZPA.

mockup