Empresários da região comemoram anúncio da liberação da Eadi
A notícia da suspensão da ação que impedia o início do processo licitatório para instalação da Eadi em Londrina foi bem recebida por empresários da cidade e região. Um dos segmentos mais animados é o moveleiro. ''Para nós a notícia é excelente. Nós precisamos de um Porto Seco em nossa região'', disse o presidente do Sindicato das Indústrias Moveleiras de Arapongas (Sima), Sebastião Antonio Batista.
Arapongas é o segundo pólo moveleiro do país e responsável, segundo Batista, por 8% das exportações de móveis do País. Ele informa que a cidade embarca 150 contêineres por mês pelos portos de Paranaguá e Itajaí (SC). ''Acredito que um percentual significativo desses contêineres poderá iniciar o processo de exportação pelo Porto Seco de Londrina'', informou.
As importações do setor também devem ser facilitadas. As indústrias de Arapongas importam máquinas e matérias-primas. ''Será mais cômodo o processo de desembaraço dessas mercadorias'', acredita.
Para a Companhia Cacique de Café Solúvel, o Porto Seco de Londrina poderá facilitar o processo de importação. As exportações são feitas pelo Porto de Santos e a empresa opera por Redex, um recinto alfandegário que dá início ao trânsito dos produtos dentro da própria empresa. ''Agora, com a confirmação do Porto Seco de Londrina, vamos elaborar um estudo para ver a possibilidade de utilizá-lo. Para as importações, deveremos usar com mais frequência as instalações locais'', adiantou o gerente de embalagem e logística da empresa, Amilton Fernandes.
João Angelo Pedrão, gerente de transportes da Companhia Iguaçu de Café Solúvel, instalada em Cornélio Procópio, prevê uma maior facilitação no processo de exportação da empresa. A companhia vende café solúvel hoje para vários países do mundo, principalmente Estados Unidos, Japão, Romênia e Rússia.(B.B.)





