Empresários culpam a Muralha por preços altos
Os empresários que integram o Movimento Londrina Competitiva (MLC) acreditam que os preços mais elevados nos supermercados da cidade são consequência da Lei da Muralha, que limita a competição. Desde 2006, só podem ser instalados grandes empreendimentos na periferia de Londrina.
''Achei o estudo revelador. É uma aula sobre o poder que a livre iniciativa tem. Onde há competição, encontram-se os preços mais baixos. Onde se limita a competição, a população como um todo paga a conta'', afirma o empresário Fernando Kireeff.
O presidente do Sindicato da Construção Civil (Sinduscon - Norte do Paraná), Gerson Guariente, concorda. ''A gente vem se posicionando contra a Lei da Muralha porque acredita na livre concorrência. O estudo mostra o efeito danoso da falta de competição. É um custo alto demais para a sociedade. Privilegia meia dúzia de empresários em detrimento de toda a população da cidade e da região'', ressalta.
Crítico da Muralha, o empresário Oswaldo Pitol estima que a diferença de preços possa gerar um lucro extra de R$ 60 milhões para os supermecados locais por ano. ''É uma injustiça já que quem paga é a população. As mais prejudicadas são as pessoas que ganham menos'', declara.
Segundo ele, a livre concorrência é benéfica não só para a sociedade como para toda a classe empresarial. ''A concorrência faz as empresas se aprimorarem, buscarem melhores resultados com redução e racionalização de custos. Com a aplicação de novas práticas, as empresas conseguem competir entre elas'', destaca.
O vereador Roberto Fú (PDT), autor de um projeto para revogação da Lei da Muralha, pretende utilizar a pesquisa para obter os votos que faltam para aprovar sua proposta na Câmara. ''Este estudo renova meus ânimos em trazer de volta meu projeto para a pauta. A Muralha só atende a um grupo de empresáris e precisa ser derrubada'', afirma. Fú diz que pretende colocar seu projeto em votação nesta semana.
A reportagem tentou ouvir a entidade que representa os supermercados de Londrina e Região, a Apras - Regional Norte. Mas não havia expediente na sede da associação na sexta-feira. A secretária da entidade não atendeu o celular. (N.B.)





