Empresários criticam tributação sobre investimento produtivo
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terça-feira, 18 de novembro de 2003
Agência Estado 
São Paulo Lideranças industriais mostraram-se ontem indignados com o andamento da reforma tributária no Congresso Nacional e a dificuldade encontrada para desonerar investimentos em produção. ''O processo é insuficiente, gradualista e tímido na desoneração'', disse o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), deputado Armando Monteiro (PTB-PE). ''Queremos a desoneração completa dos investimentos em ativos fixos.''
O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Horácio Lafer Piva, argumentou que o País vive ''uma situação jabuticaba, que só existe no Brasil'', ao lembrar que a lógica governamental deveria seguir o modelo de desonerar investimentos para, posteriormente, arrecadar com as vendas realizadas pelas novas empresas instaladas no País.
Já o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas (Abimaq), Luiz Carlos Delben Leite, citou o exemplo da instalação de uma indústria de papel e celulose. Segundo ele, os custos de investimento no Brasil são, por causa da tributação de bens de capital, de 30% a 35% maiores do que os verificados em países como Chile, Paraguai, Uruguai, Argentina e Malásia. ''Por que vamos investir aqui?'', indagou.
Monteiro, da CNI, lembrou que a proposta de reforma tributária em tramitação hoje no Senado não será capaz de corrigir essas distorções.


