Empresários criticam novo 'lema' do governo federal
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sexta-feira, 24 de agosto de 2001
Agência Estado<BR>De São Paulo 
O presidente da Associação Brasileira de Comércio Exterior (Abracex), Primo Roberto Segatto, ironizou ontem o novo lema do governo, ''exportar ou morrer'', lançado na quinta-feira pelo presidente Fernando Henrique Cardoso durante a cerimônia de posse do novo ministro do Desenvolvimento, Sérgio Amaral. ''Acho que o governo, pela insegurança econômica que gerou no País com esta taxa de juros altíssima e com a crise energética, está mais para morrer do que para exportar'', disse Segatto.
Para o empresário, o Brasil, quando se trata de comércio exterior, vive muito o dia-a-dia, preocupado com resultados semanais da balança comercial. De acordo com o presidente da Abracex, o governo precisaria examinar primeiro a base onde estão os pés do País no comércio exterior e adotar medidas de longo prazo.
O presidente mundial da Alcoa, Alain Belda, também não gostou do bordão. ''O que há é uma incompetência. Exportar ou morrer, pelo amor de Deus ... isso é brincadeira'', afirmou. Segundo ele, o principal problema do País é a falta de regras claras e estáveis para os investidores . ''Road-show, oba-oba, já fizemos. Qual o objetivo? Qual o programa do governo?''
Já o ex-presidente da Glaxo do Brasil e atual membro do Conselho Superior de Administração Extracta Moléculas Naturais, Jorge Raimundo, endossou as críticas afirmando que ''para exportar não se faz um plano de vida ou morte mas, sim, estratégias e objetivos.


