Empresários criticam gestão de recursos
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quarta-feira, 22 de junho de 2005
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Empresários do setor de plástico estiveram reunidos por dois dias em Curitiba para discutir as perpectivas da economia brasileira e pedir empenho do governo federal para redução da carga tributária que incide atualmente sobre produtos e serviços. De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria de Material Plástico no Estado do Paraná (Simpep) e organizador do III Fórum Sul-Brasileiro do Setor Plástico, Dirceu Galléas, não existe vontade política para a redução do problema. ''O governo federal faz despesas absurdas e não tem como pagá-las. A alternativa é criar novos impostos. Quem paga sempre a conta é aquele que tem vocação para produzir e gerar empregos'', reclamou.
Galléas criticou a gestão dos recursos públicos federais. ''Não podemos mais assistir o governo federal criando ministérios e contratando auxiliares às custas do recebimento de tributos. É uma vergonha o que está acontecendo no Brasil. O Estado se transformou no pittbul do crescimento nacional'', avaliou o empresário. Atualmente, o setor de plásticos movimenta cerca de R$ 40 bilhões por ano no Brasil. São mais de 8 mil empresas que geram 237 mil empregos diretos. No Paraná, são 600 empresas, com faturamento anual de R$ 2,8 bilhões e geração de 18 mil empregos.
Apesar de o setor ter crescido 8% em 2004, se comparado ao mesmo período do ano anterior, Galléas está pessimista. O Paraná já foi o 1º estado em produção de plásticos do Brasil e hoje ocupa a 4 posição. ''A informalidade e a guerra fiscal entre os estados têm levado muitos dos nossos empresários para os locais considerados como paraísos fiscais do Brasil. Temos que acabar com isso aprovando com urgência a reforma tributária. E o governo federal tem que dar o exemplo, cortando gastos'', pontuou. Entre os estados considerados hoje paraísos fiscais está a Bahia que oferece isenção do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), doa terrenos para construção de unidades e oferece linhas de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para atrair novas empresas.


