Rio de Janeiro - Para economistas de entidades ligadas ao setor industrial, as expectativas dos empresários confirmam que o primeiro trimestre do ano será fraco em atividade econômica. Paulo Mol, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), disse a instituição trabalha com a perspectiva de um primeiro trimestre ''bastante moderado para o setor''.
Julio Sergio Gomes de Almeida, diretor do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) avalia que os dados da sondagem conjuntural da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostram ''um ânimo de barata, sem entusiasmo'' dos empresários, por causa da persistência de problemas como carga tributária elevada, juros altos e valorização do real.
Mol acredita que ''o primeiro trimestre será desaquecido, porque a prioridade dos empresários não é produzir, mas reduzir estoques''. O economista adianta também que o ajuste de estoques, que foi intenso no final do quarto trimestre, ainda não terminou.
Para o economista da CNI, as expectativas dos empresários da indústria estão influenciadas especialmente por três fatores: carga tributária elevada; juros altos, ainda que em trajetória de queda; e especialmente a valorização cambial que afeta as grandes empresas, sobretudo dos setores de madeira, vestuário e têxtil.
Para Gomes de Almeida, do Iedi, os dados da sondagem da FGV revelam ''cansaço'' dos empresários. ''Esses dados revelam um certo cansaço em relação à economia brasileira, já que os grandes problemas como carga tributária elevada, câmbio e juros muito altos permanecem'', avalia.

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