Londrina - Começou ontem a terceira edição da Feira da Construção Civil de Londrina (Feiracon 2002) e o tom dos discursos da abertura deu a dimensão do descontentamento do empresariado com a falta de uma política habitacional arrojada, capaz de deslanchar o setor. ‘‘O Brasil precisa crescer e é necessária a criação de empregos. Não há setor capaz de criar vagas no mercado de trabalho mais rápido do que a construção civil’’, disse o presidente do Sinduscon-Norte, Clóvis Coelho.
José Gomes de Carvalho, presidente do Sebrae-PR e do sistema Fiep (Federação das Indústrias do Paraná), também falou da necessidade de recursos para a habitação. Mas ele acredita que este será um ano melhor para a construção civil do que foi 2001, quando o setor apresentou uma queda de 11%. ‘‘No ano passado houve problemas com a economia americana e com nosso vizinho, a Argentina. Isso tudo reflete na construção civil. Mas o Brasil provou que sua economia não está colada à da Argentina. Os indicadores econômicos são bons e acredito que o Brasil não vai parar, apesar das eleições deste ano’’, comentou Carvalho.
O prefeito Nedson Micheleti destacou que a Cohab-Ld tem projetos que ele classificou de ‘‘extraordinários’’ para a habitação e aproveitou a presença de diretores da Caixa Econômica Federal para pedir recursos para o setor em Londrina. ‘‘Mas sabemos que a Caixa sozinha não pode resolver todos os problemas’’, emendou. Além de autoridades locais e do presidente do Sebrae, também esteve presente à abertura do evento o vice-prefeito de Curitiba, Beto Richa.
A Feiracon reúne em 3,1 mil metros quadrados, 73 estandes para exposição e comercialização de cerca de 200 marcas de produtos e serviços relacionados ao setor. ‘‘A feira é uma excelente oportunidade para mostrar as tendências do mercado, para troca de idéias e para atualização de pontos de vista’’, classificou Rosana Andrade, diretora da LPR Publicidade, Promoção e Montagem, organizadora do evento junto com o Sinduscon-Norte.
A expectativa dos organizadores é que o evento, que prossegue até sábado no Centro de Exposição de Londrina, movimente acima de R$ 20 milhões, contabilizando o período pós-feira. A feira está aberta ao público das 16 às 22 horas, com entrada gratuita. O estacionamento para carros custa R$ 5,00.

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