Empresários cobram redução no preço do gás
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sexta-feira, 23 de setembro de 2005
Vânia Casado<br>Equipe da Folha 
Curitiba O presidente da Compagas, Luiz Carlos Meinert, vai convocar o conselho de administração da empresa para discutir uma solução para a falta de isonomia nos preços do gás natural distribuído nos três Estados do Sul. Ontem, ele foi questionado por empresários dos setores metalúrgico, papel e celulose, químico, automotivo, alimentício, madeireiro e cerâmico, reunidos na Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), que reclamaram uma redução no preço do gás. Meinert prometeu o resultado desse estudo para o próximo dia 4.
Com o reajuste no preço do gás natural, que passou a vigorar desde o dia 16 de setembro, o valor cobrado dos consumidores varia de R$ 0,91 a R$ 1,32 o metro cúbico, conforme escala de consumo. Em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, as tabelas são entre 22% a 30% inferiores, informou Paulo Ceschin, coordenador do Conselho Temático de Infra-Estrutura da Fiep.
Outro questionamento dos empresários ao presidente da Compagás foi a mudança da base de cálculo do ICMS. Além dos 12% de ICMS, a fatura desse mês embutiu mais um percentual de 4,5% de ICMS além do reajuste de 9,2%.
No encontro com os empresários, Meinert ouviu muitas reclamações de perda de competividade. Na área ceramistas, grandes empresas como Porcelana Schimidt, Germer e Incepa estão desativando fornos mantidos a gás natural proveniente da Bolívia. As empresas estão optando por transferir produção para outros Estados, o que significa desemprego no Paraná. Segundo o diretor industrial da Germer, Marcio Cruzara, a empresa está mantendo uma certa competitividade porque não desativou os antigos fornos a carvão, que estão sendo utilizados intensamente enquanto os a gás estão praticamente parados.
A Gerdau, que mantém unidades industriais em Curitiba e Araucária também reclamou da perda de negócios para unidades industriais do grupo em outros Estados. Segundo Ceschin, a situação das indústrias consumidoras de gás está ficando cada vez mais grave porque o preço do insumo está pressionando o custo de produção. O empresário disse que o custo do gás no Paraná está mais caro que na Europa.


