São Paulo No encontro realizado ontem entre empresários ligados ao Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) e o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, foi apresentado ao governo pedido de redução dos juros e de elevação do nível de câmbio. ''Todo mundo está cobrando a melhora do câmbio, que é um fator para o crescimento. Todos os países que registraram crescimento econômico nos últimos tempos estão voltados para as exportações e a base está em câmbio e juros'', disse Benjamin Steinbruch, presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN),
Segundo ele, o fundamental é que o câmbio tenha um crescimento ''devagar e consistente''. ''O importante é que não volte para trás e que o câmbio se posicione sem o risco de trazer de volta a inflação'', comentou. ''Se o dólar bate em R$ 3,00 e depois volta a R$ 2,80, isso é o que mais nos prejudica'', observou.
Um dos principais temas da conversa do ministro com os empresários foi a necessidade de crescimento econômico no País. O encontro durou cerca de três horas e nem o ministro José Dirceu e nem os empresários quiseram dar mais detalhes sobre o teor da conversa.
O presidente da CSN avaliou que o encontro com o ministro foi ''bom'' e que foram tratados outros assuntos relacionados à classe empresarial, como investimentos em produção e condições para o crescimento econômico.
Cerca de 30 empresários participaram da reunião, entre eles Paulo Cunha, do grupo Ultra; Jacques Rabinovich, do Grupo Vicunha; Eugênio Staub, da Gradiente; Boris Tabacof, da Suzano; Ivo Rosset, Valisère; Josué Gomes da Silva, da Coteminas; Paulo Saab, da Eletros; Horacio Lafer Piva, da Fiesp; Ivoncy Ioschpe, do Iedi; Carlos Antônio Tilkian, da Estrela e Carlos Mariani, do setor petroquímico.

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